
O presidente da conferência episcopal portuguesa, D. Jorge Ortiga, voltou ao ataque. As famílias homossexuais parecem ser um alvo a abater, visto não se enquadrarem na concepção familiar da Igreja. Refere que as famílias estão sujeitas a “múltiplos e permanentes ataques”, exigindo aos partidos uma concepção de política familiar nos programas eleitorais, que a apoie e promova, tendo em conta as muitas situações que a ameaçam, como os divórcios, o desemprego, a falta de dinheiro, etc. Palavras muito bonitas, que concordo, mas que nas entrelinhas manifestam a exclusão das famílias homossexuais das suas concepções de famílias e dos seus direitos de fazerem parte de políticas familiares, e isso é inadmissível. Insurgem-se contra o partido socialista por dar voz a famílias homossexuais e referem de “grave a tentativa de redefinição legal do casamento” e “que política familiar poderá conceder um Estado que começa por ignorar o papel social da família”? Devo julgar, pelas suas afirmações, que um homossexual quando nasce perde logo o direito de constituir família, de casar, ter filhos e netos, perde logo o direito de ter um papel social na família? E por acréscimo na sociedade? E diz que é a autenticidade da democracia que está em jogo? Tem alguma ideia do que isso é? Grave e desajustada é a posição da Igreja com os seus múltiplos “múltiplos e permanentes ataques”. Grave é a homofobia que fomentam, a discriminação nas entrelinhas, grave é a desigualdade que insistem em manter (inclusive o papel das mulheres no seio da Igreja). Insistem na exclusão de milhões de pessoas. Que percebem de amor? E de famílias?
Maria
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