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quarta-feira, junho 12

Papa reconhece corrupção e lobby gay no Vaticano

É incrível que o alvo a abater seja sempre a imagem dos homossexuais. Ao que aparenta, os heterossexuais do Vaticano não apresentam problemas, apenas os homossexuais, que inclusive se considera serem já um poderoso "lobby gay. E com a necessidade de "abater". O mais certo, é ficarem bem mais reduzidos. Faz-me alguma confusão esta diferenciação da sexualidade no seio da Igreja, pois todos reconhecemos que os padres são seres humanos, logo têm necessidades humanas, nomeadamente sexuais. Se o fazem com A ou B, às escondidas ou abertamente, é problema de cada um. SÓ MESMO DE FACHADA É QUE VIVE A IGREJA CATÓLICA ROMANA. E a corrupção, tenham vergonha de usar a orientação das pessoas, usem nomes. Porque a corrupção da Igreja conhecemos nós bem, não lhe faltam escândalos. Organizem-se sim, mas para crescerem em Deus!

Maria



Noticia da Lusa 

" O papa reconheceu a dificuldade da reforma da cúria romana ao referir-se a uma "corrente de corrupção" e à existência de um "lobby gay" durante um encontro com religiosos latino-americanos, noticia hoje a agência I.Media.

Segundo uma síntese do que foi discutido nesse encontro de quase uma hora, hoje revelada pelo 'site' católico progressista Reflexão e Libertação, o papa acrescentou: "Na cúria, há pessoas santas, verdadeiramente, mas também há uma corrente de corrupção".

"Fala-se de 'lobby gay', e é verdade, ele existe", reconheceu ainda.

"Não posso fazer eu a reforma", continuou o chefe da Igreja Católica, que se confessou "desorganizado". "

quarta-feira, fevereiro 20

Papa abençoa Uganda, apoiante da "lei anti-homossexualidade"


O Papa Bento XVI abençoou Rebecca Kadaga, uma deputada do Uganda, que lhe prometeu divulgar  um projeto de lei, para o seu país, que propõe penas de prisão para atos homossexuais, incluindo prisão perpétua em determinadas circunstâncias e que proíbe a "promoção" dos direitos dos homossexuais. Este preojeto de lei anti-gay surgiu como um presente de Natal para o seu povo, segundo afirma.

Ironicamente Kadaga estava no Vaticano, para assistir a uma conferência de direitos humanos. Note-se, que de direitos humanos esta pessoa não faz a mais pálida ideia do que seja, ou não viria defender a promoção destes crimes contra os homossexuais, pois é disto que se trata: CRIME contra os homossexuais, perseguição e violação dos seus direitos.
A Igreja Católica pediu perdão pela Inquisição, mas tem memória curta, pois querem perseguir novamente alguém. Não basta estarem repletos no seu seio de escândalos de pedofilia (entre outros), os quais apenas abafam e nada fazem para punir os padres violadores? Não basta de segregação, de perseguição?
É ofensivo e contra as leis de Deus, de amor ao próximo, esta atitude do Papa e desta deputada, bem como de outras pessoas com altos cargos no Uganda.
Bento XVI, mais tarde, disse a Kadaga que se o projeto "Kill the Gays" for aprovado, os homossexuais deverão sentir como é estar-se numa arena com leões, como forma de punição capital.
É vergonhoso, é hediondo, que estas palavras possam vir de alguém que julga passar os pensamentos de Deus. Ainda bem que abdicou, pois gente como o senhor não faz falta nenhuma. E, se a Igreja cada vez perde mais crentes, é porque estais cada vez mais longe da graça de Deus. A imagem que passais é de profunda desilusão, ausência de Deus. Pois Deus é Amor, Deus não é segregação, Deus não é morte aos homossexuais, Deus é Amo

Cecília


 "Vários líderes internacionais condenaram esta nova lei, como o presidente dos EUA, Barack Obama chamando-a de "odiosa" e o pastor Rick Warren chamando-a de "injusta"."

Noticia de:  http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-20318436

terça-feira, fevereiro 19

Um dos nomes para suceder o papa Bento XVI, defende a pena de morte para homossexuais

O cardeal de Gana Peter Turkson


Esperemos que este fulano não chegue a papa, porque o mundo precisa de evoluir e não de regredir.
Para mim o novo papa terá o desafio de renovar a Igreja Católica abrindo o debate sobre alguns temas como o uso de anticoncepcionais, aborto, células-tronco, divórcio, casamento homossexual, celibato e outros. E fico também á espera da punição para os padres envolvidos em escândalos de pedofilia.

domingo, maio 16

Papa condena casamento homossexual

Quando soube que Bento XVI vinha a Portugal não acolhi muito bem a noticia. Não é agradável receber um papa anti-gay , sobretudo numa altura em que o casamento homossexual tem a possibilidade de tornar-se uma realidade.
Assistimos nos últimos tempos à tentativa ridícula da Igreja culpabilizar os homossexuais pelos seus próprios crimes de pedofilia. É que há abusadores que são de orientação homossexual e de orientação hereossexual, pelo que não há qualquer relação causa/efeito. Há sim a tentativa clara de estigmatizar a comunidade homossexual. Mas como o resultado não foi o pretendido (porque as pessoas não são tão ignorantes quanto a Igreja gostaria que fossem), há que assumir que o problema afinal está no interior da Igreja.
E tanta humildade e reconhecimento do sofrimento da Igreja, culmina uma vez mais num novo ataque no santuário de Fátima à comunidade LGBT. A condenação do casamento homossexual, como se fossemos um atentado contra os valores essenciais da vida, como a concepção e a família. Por muito, infelizmente, que sua santidade negue a nossa condição de família, saiba que o somos e que também procriamos se o quisermos. Se eu pensar pelo seu prisma redutor, os verdadeiros atentados à "protecção da criação" também vêm da parte da Igreja Católica, cujo clero não procria (ou pelo menos oficialmente). Nós somos tão contra a natureza de Deus e estamos tão longe do seu amor, que Deus não pará de fazer crescer homossexuais. Sejamos filhos de pais heterossexuais ou homossexuais, sejamos pais homossexuais de hetero ou homo, estamos cá presentes na Humanidade, desde sempre. E isto é sinal do amor de Deus por toda a sua criação. Lamento que tenha vindo cá apenas para espalhar mais ódio, fomentar a homofobia, diminuir a esperança num mundo melhor. A verdade só a Deus pertence, bem como o Amor pelos seus Filhos. Sinal disso, estou cá, sou homossexual, creio em Deus e sou feliz. É Ele quem ampara o meu caminho quando as forças me diminuem.

Maria 

quarta-feira, abril 14

Cardeal liga gays e pedofilia

Hoje, quando folheava o jornal "metro", deparei-me com uma noticia que me surpreendeu pela negativa. O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, tenta estabelecer uma ligação directa entre pedofilia e homossexualidade, deixando de parte o celibato como possível causa também da existência de pedofilia na igreja.  Lembrei-me imediatamente de umas palavras da Cecilia a semana passada, que comentou achar estranho este "levantar da pedófilia", da forma como estava a ser feito, como se tivessem outros fins.
Hoje, percebi claramente nas palavras que li, esses fins. O crescimento na Europa da visibilidade homossexual na esfera política e dentro das comunidades, não tem sido bem acolhida pela Igreja Católica, pelo que urge ligar os homossexuais a escândalos e desviar a atenção da pedofilia no seio da Igreja para eles; o que também não acho natural e só falarem nos meninos que padres "supostamente abusam" e se esqueçam dos celibatários que abusam das meninas nas instituições, nos colégios. Nessas não se falam? A caça é só aos homossexuais?
Acresce que o cardeal teve o desplante de referir que homossexualidade é uma patologia, quando a patologia do mundo mais parece a religião, pois só vejo mortes e ódio em nome dela. Sinto um profundo desprezo por estes senhores da Igreja, que envenenam o povo de Deus e os vergam consoante as sua necessidades. HOMOSSEXUAL NÂO É IGUAL A PEDOFILO, NEM CELIBATO SINOMIMO DE VIOLADOR. A HOMOSSEXUALIDADE NÃO É UMA PATOLOGIA. A pedofilia existe tanto nos heterossexuais como nos homossexuais. Referem ainda que irão tomar "novas e surpreendentes acções em relação á pedofilia na igreja e seus membros. Obviamente, que não fazem mais que a vossa obrigação. Surprendente, é a quantidade de anos que conseguem abafar escândalos e a reviravolata que lhes dão em vosso benefício. 
Que Deus nos proteja de Vós.

Maria

quinta-feira, novembro 5

As más línguas...

Recomeçaram as tentativas de limitação das acções das pessoas, dos seus estilos de vida e da liberdade de a poderem viver mais dignamente. Quando se tem medo, resiste-se. Certas pessoas, como o bispo do Porto, acham que deve referendar-se o casamento homossexual "para que a sociedade diga se quer ou não quer secundarizar uma instituição...".
Em primeiro lugar, deixe lembrar-lhe que a sociedade a que se refere é aquela em que eu própria estou incluída. Ninguém quer secundarizar a instituição do casamento, mas simplesmente corrigir a falha nela existente relativamente a casamentos homossexuais. Aí sim, estará correcto falar-se em enformar devidamente a sociedade, com casais heterossexuais e homossexuais.
Em segundo lugar, a complementaridade numa relação de duas pessoas não se rege somente em masculino/feminino, existe também no feminino/feminino e masculino/masculino, não fossem caso disso os milhões de homossexuais que vivem relações felizes, não só de coabitação mas inclusive com filhos. No entanto, pergunto-me que percebe D. Manuel Clemente de relações, quando não sabe o que é viver uma relação amorosa. Que direito julga ter para querer referendar aquilo que Deus uniu?
Em terceiro lugar, direitos das pessoas não se referendam, já devia saber disso. Se olhasse em redor, talvez pudesse aprender com o exemplo da Igreja da Suécia, que já aprovou o casamento religioso dos homossexuais, sem diferenciar as pessoas.
Será assim Deus tão diferente de uns países para os outros?

Cecília

terça-feira, abril 7

Sexo versus Sida

Reportando às recentes declarações do Papa Bento VI, quanto ao risco do uso do preservativo como meio de combater a sida em áfrica, um continente fortemente atacado pela pandemia do vírus, não quero deixar de me manifestar.
A distribuição de preservativos é, neste momento, uma solução para a diminuição da transmissão do HIV. Obviamente, que o problema passa na sua raíz pela prevenção e educação sexual. Os seres humanos têm desejos carnais e satisfazem-nos com ou sem amor. Não se pode fechar os olhos a esta realidade e, por isso, a prática sexual deve ser segura, pois todos somos responsáveis pela nossa sáude (ou deveríamos ser) e pela que transmitimos aos outros. Deve-se ter fácil acesso a preservativos, pois não é a sua divulgação que vai aumentar a prática do sexo (uma vez que quem o quiser fazer faz). Pelo menos fá-lo mais seguramente, e o seu não uso é que constitui um risco no combate à sida.
No entanto, o sexo deveria ser associado a sentimentos, pois é um acto de dar e receber amor e fazer amor é gratificante para o corpo e para alma. Sexo por sexo é vazio, infrutífero. E é este sexo que se tem manifestado, irresponsável. Tornou-se num acto banal, vulgar, como comer e beber. Devería-se ensinar as pessoas a respeitar o seu corpo e a sua alma, incentivando a uma maior humanização da sexualidade. Não se devem usar as pessoas como objecto para mero prazer físíco. O papel do outro é primordial. Temos de aprender a ser responsáveis na sexualidade.

Cecília
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