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terça-feira, fevereiro 19

Um dos nomes para suceder o papa Bento XVI, defende a pena de morte para homossexuais

O cardeal de Gana Peter Turkson


Esperemos que este fulano não chegue a papa, porque o mundo precisa de evoluir e não de regredir.
Para mim o novo papa terá o desafio de renovar a Igreja Católica abrindo o debate sobre alguns temas como o uso de anticoncepcionais, aborto, células-tronco, divórcio, casamento homossexual, celibato e outros. E fico também á espera da punição para os padres envolvidos em escândalos de pedofilia.

sábado, abril 23

Renascimento

 

A unidade na diversidade é uma realidade em Deus, possa nem sempre estar presente na Igreja. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Que este tempo de Renascimento, se concretize no seio da própria Igreja. Não seja apenas mais um acontecimento que se repete ano após ano. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos.
A unidade na diversidade é uma realidade em Deus.

Cecília

segunda-feira, novembro 2

O que separa as igrejas cristãs?


Não posso deixar de sentir-me chocada e confusa com os acontecimentos dos últimos dias. Alguns grupos de anglicanos pediram para serem integrados na Igreja Católica. A reunificação das duas igrejas até seria um bom projecto, se os motivos de fundo não fossem os que se apresentam: a ordenação de mulheres a

Bispo e a orientação homossexual. Em pleno século XXI, choca-me que factores de género e de orientação sexual ainda sejam motivo de segregação e discriminação. Para os cristãos anglicanos, os tabus sexuais ou de género já são considerados supérfluos e divisionistas, zelando-se mais pelos Direitos Humanos. A Igreja Anglicana ganhará com a saída destes clérigos presos à Tradição, castradores e conservadores, permitindo-lhe assim uma nova reestruturação. Ora, a igreja Católica, carente de padres, está a criar uma estrutura especial para acolher os anglicanos descontentes. Especial porque muitos padres anglicanos são casados, e como é sabido, a igreja católica não aceita que padres se possam casar. Excepção para uns? E os outros? E como saberão se são homossexuais ou não? Lamento é que neste tempo em que se luta por Direitos Humanos, se vejam ainda pretensos religiosos a incentivar divisões e diferenças. Que pode oferecer uma Igreja que nem reconhece a igualdade das mulheres ou a diversidade da orientação sexual dos seres humanos?

Maria

quarta-feira, fevereiro 11

Questão de vanguarda desfocada?


Toda a vez que leio certos comentários por parte da Igreja, nomeadamente de alguns dos seus membros (como os que resultaram ontem do secretário do conselho permanente da Conferência episcopal Portuguesa), não deixo de sentir uma profunda revolta, como se me dessem constantemente um soco no estômago.
Como muitas outras pessoas, fui baptizada na Igreja católica, andei na catequese, cresci nos seus ensinamentos. Fui uma linda menina até ao dia em que assumi que era homossexual e, de repente, sem saber bem como, catalogaram-me de patinho feio, anormal, aberração, sapatona. Carimbaram a minha ficha “excluída da Igreja”.
Sou uma filha de Deus, mas que importa isso? Quererá a Igreja fazer-me acreditar que Deus distingue os seus filhos com base na orientação sexual e na sua capacidade de procriação?
Remetem-me a mim e a milhões de pessoas para um canto, fazem-nos sofrer em silêncio, contribuindo também para as penalizações sociais e para a discriminação. O padre Manuel Morujão acha que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma ameaça à sociedade, que para casos diferentes, soluções diferentes. De que têm tanto medo?
Os homossexuais existiram, existem e existirão enquanto houver humanidade, goste ou não a Igreja. Os homossexuais têm filhos, goste ou não a Igreja. Os homossexuais constituem FAMÍLIAS, goste ou não a Igreja, aceite ou não. A formalização do casamento civil não ameaça a sociedade, pois casais homossexuais sempre existiram, por muita perseguição que possa haver. Pelo contrário, a formalização do casamento engrandece a sociedade, na medida em que reconhece os direitos de todas os cidadãos, como o direito ao património, à assistência familiar, à pensão de viuvez, etc. Direito à igual protecção das nossas vidas.
Não sou diferente, não quero uma solução diferente. Não sou uma cidadã de segunda.
Acusam o PS de abrir “feridas profundas” na sociedade. Ora ainda bem que há um partido que consegue enxergar um problema social e tenta sará-lo. Não se trata de vanguarda desfocada a luta por direitos humanos. A Igreja deve andar afastada dos corações homossexuais, pois se soubesse minimamente o sofrimento diário que muitos de nós vivemos, não diria que queremos acenar com uma “bandeira facilitista”.
Não vou deixar de falar, escrever e trabalhar por uma sociedade estruturada, onde tenho lugar. Se neste momento, a nossa Constituição da República não contempla o casamento homossexual, contemplará certamente um dia. Não vou cruzar os braços, quero uma sociedade mais justa, menos castradora, onde a próxima geração possa nascer e crescer com horizontes diferentes dos meus, sem medos, sem vergonha. Livres.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1141417

Maria
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