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terça-feira, fevereiro 19

Um dos nomes para suceder o papa Bento XVI, defende a pena de morte para homossexuais

O cardeal de Gana Peter Turkson


Esperemos que este fulano não chegue a papa, porque o mundo precisa de evoluir e não de regredir.
Para mim o novo papa terá o desafio de renovar a Igreja Católica abrindo o debate sobre alguns temas como o uso de anticoncepcionais, aborto, células-tronco, divórcio, casamento homossexual, celibato e outros. E fico também á espera da punição para os padres envolvidos em escândalos de pedofilia.

sábado, dezembro 3

Já foste alvo de algum tipo de agressão?


Já foste alvo de algum tipo de agressão física ou psicológica devido à tua orientação sexual? Esta é uma pergunta de um inquérito da Dezanove, que mereceu hoje a minha atenção.
Ao longo da minha vida, no que diz respeito à minha orientação sexual, ouvi vários disparates e assisti a alguns comportamentos menos felizes, de pessoas que me são próximas. Com maior ou menor dificuldade, foram-se apercebendo que afinal não somos muito diferentes delas próprias, que somos tão normais e banais quanto elas, retirando alguns excêntricos.
É verdade que quanto maior é a visibilidade, maior é a violência para connosco. Não sou mulher de ficar sentada de braços cruzados à espera que os outros resolvam as dificuldades que me surgem no dia-a-dia, mas pelo contrário, luto pelos meus direitos.
Apesar de o casamento civil homossexual ter saído há quase 2 anos, muitas pessoas continuam a viver a sua má formação pessoal, a sua ignorância, tentando oprimir os outros.
Estive há dias num parque a tirar umas fotos românticas com a minha companheira, quando um fulano decidiu insultar-nos com uma série de palavrões que nem quero colocar aqui. Este foi claramente o incidente mais homofóbico que tive até hoje e claramente porque me tornei visível.
Não consigo perceber como alguém que não me conhece de lado nenhum, tem o descaramento e a prepotência de nos atacar desta maneira. O infeliz lá deve ter pensado que duas mulheres não lhe faziam frente, mas enganou-se. Levou resposta a todos os insultos.
Fiquei chocada com este acontecimento. Demorei alguns dias a sarar a ferida mas regressei mais forte. Descobri que o slogan “it get’s better” não é cem por cento correcto, uma vez que a violência física e psicológica acontecem.
No entanto, não vou deixar de ser quem sou, de viver onde vivo, de sentir e mostrar o que sinto. Viver vive-se por inteiro, só assim “it gets better”. Sempre.
Maria

domingo, abril 10

Impunidade


Não compreendo como é que África do Sul, o primeiro país africano a legalizar a união de duas pessoas do mesmo sexo, continua a permitir a prática de “estupro correctivo”.
O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato hediondo não é classificado como crime. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas.
Uma menina nascida na África do Sul tem mais hipótese de ser violada do que de aprender a ler. 
25% das meninas sul-africanas são violadas antes de completarem 16 anos.
Millicent Gaika, uma mulher sul-africana foi atada, estrangulada, torturada e violada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobreviveu.
Infelizmente Millicent não é a única. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.
Na Cidade do Cabo, algumas ativistas estão arriscando a vida para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. Apelam, através de uma campanha de recolha de assinaturas, que este horror seja corrigido pelo Presidente Zuma, através de acções que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizem crimes de homofobia e garantam a implementação imediata de educação pública e proteção para as sobreviventes. 


Vamos nos unir e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
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