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domingo, janeiro 22

Projecto Inovador - Associação LGBT Pride Açores




A insularidade e a interioridade de Portugal agradecem a luta pela visibilidade e pela conquista de direitos, que quase dois anos depois da aprovação da lei do casamento apenas parecem confinados a círculos das grandes cidades.
Os Açores merecem distinção, até porque este ano deverá decorrer, na ilha de S.Miguel, o primeiro Gay Pride do arquipélago, que terá o apoio do governo regional.

domingo, julho 10

6ª Marcha Orgulho LGBT Porto

Decorreu este Sábado a 6ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto. Este ano reuniu menos pessoas e menos recursos, mas avançamos com a mesma determinação pelas ruas.
Recordei-me que ainda há uns anos atrás muitos homossexuais falavam na Tv com o rosto tapado por uma máscara branca ou na sombra. A continua visibilidade de figuras públicas a assumirem-se homossexuais e a comunidade em que nos vamos inserindo foi-nos dando força para ousarmos ser quem somos.
Quando me questionei acerca da necessidade de ir este ano à marcha uma vez que já havíamos conseguido o direito ao casamento, concluí que a marcha é um meio de os Outros verem quem somos e como somos e como tal não deveria faltar.
Estive praticamente mais de metade do percurso sozinha, exposta a alguns olhares mais austeros. Assisti a muitas situações bonitas de carícias, cumplicidade, amizade, diversão e a outras menos agradáveis, como alguns slogans da parte de alguns adolescentes. Por experiência, sei que as pessoas retêm mais facilmente as coisas más do que as boas. Mas apesar da criancice de alguns, o importante é a mensagem global que passamos e a mensagem pessoal que cada um de nós transporta: eu existo, sou assim, igual a ti numas coisas diferente noutras, sou tua vizinha, tua amiga, tua colega de trabalho, sou mãe, sou filha, sou católica, sou protestante, sou cidadã, sou mulher, sou formada, sou trabalhadora e sonhadora como tu. A aceitação homossexual ainda não existe verdadeiramente, a palavra ainda traz muitas teias de aranha. Fala-se no bullying nas escolas, mas também há bullying no trabalho.
O caminhar para uma sociedade plural, que saiba viver a diversidade, que enterre de vez as origens das descriminações, sem falsos moralismos, que reconheça a diversidade dos modelos familiares e que os proteja perante a lei é uma batalha. Nós somos Família, temos o direito de adotar nas mesmas condições de igualdade e protegê-la da mesma maneira. Por estas e outras razões vou à marcha, para que todos os que têm medo de sentirem e dizerem o sentem vejam em nós uma força de luta contra a opressão, contra a homofofia e vivam.  Porque também temos direito à FELICIDADE e a um mundo mais justo!





Até para o ano!

Maria

sábado, junho 25

Itália - Parada do Orgulho Gay 2011

Centenas de milhares de pessoas reuniram-se dia 16 deste mês em Roma, enchendo as ruas de cores e música na Parada do Orgulho Gay "Europride 2011", que nesta edição contou com a cantora americana Lady Gaga.
Esta manifestação é considerada a mais importante da Europa, tendo 500 mil pessoas de todo o continente marcado presença e transformado as ruas da capital italiana numa festa.
Vários políticos italianos também manifestaram seu apoio, entre eles o presidente da região Puglia, Nichi Vendola, que se define como homossexual, católico e comunista.
Vendola declarou que o evento de hoje busca passar "uma mensagem simples e forte: a diversidade é uma riqueza, não uma ameaça". Não faltaram cartazes polémicos e palavras de ordem contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o Vaticano.
Muitos participantes pediram através de camisetas e cartazes a legalização do casamento homossexual na Itália, lei que nunca será aprovada, segundo Berlusconi, que disse que em seu Governo também não será permitido o direito à adoção por casais homossexuais. As associações de homossexuais denunciaram em várias ocasiões o clima de ódio e de discriminação que se vive no país.
Mas a luta continua e a união fará a força. O Vaticano e alguns políticos insistem em não escutar, em não ver, pois a verdade, é que só ouvem o querem, só ouvem o que dizem, só vêm o que lhes convém. Lady Gaga cantou na arena "Born this way", talvez ajude a repensarem algumas ideias:

"My mama told me when I was young
We are all born superstars
She rolled my hair and put my lipstick on
In the glass of her boudoir

"There's nothing wrong with lovin' who you are"

She said, "'Cause he made you perfect, babe"
"So hold your head up girl and you'll go far,
Listen to me when I say"

I'm beautiful in my way

'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret

Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

Ooo there ain't no other way

Baby I was born this way
Baby I was born this way"

Maria

Orgulho Gay regressou às ruas de Lisboa

A Marcha do Orgulho Gay regressou às ruas de Lisboa em defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gay, bissexuais e transgénero.

Este ano, o objetivo da marcha foi dar mais passos na luta contra a discriminação em função da orientação sexual e identidade de género, nomeadamente no reconhecimento da parentalidade aos mais diversos níveis, nomeadamente questões como a adoção, co-adoção e procriação medicamente assistida.
As famílias LGBT são uma realidade e as crianças que estão no seio dessas famílias exigem exatamente a mesma proteção que é dada às demais.


A luta continua, saiam à rua, enfrentem os vossos medos!

Maria


domingo, julho 11

5ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto

Decorreu a 10 de Julho, a 5º marcha do Orgulho LGBT no Porto. Esta foi a 3ª marcha em que participamos, nuas de máscaras. Estiveram presentes cerca de duas mil pessoas, a maior marcha de sempre no Porto.
O objectivo era celebrar a mais recente conquista do casamento civil homossexual e reivindicar outros direitos como a parentalidade, a adoção, a igualdade de género e a luta contra a descriminação. Este ano, o percurso alterou ligeiramente e inclusive, sentamo-nos todos em plena rua de Stª Catarina, a ouvir o manifesto "Existimos, direitos exigimos", durante 6 minutos. Foi um momento engraçado, talvez dos poucos em que as pessoas puderam ver que éramos simplesmente iguais a elas. A parentalidade e a adoção são temas importantes para mim, no entanto, há um que permanece a enubla-los e que não é mencionado: o Medo.
Medo da visibilidade, medo da discriminação, medo de falar, medo de perder, medo do desemprego, medo da exclusão...um medo que mata, que abafa! Já sei que "não devemos dar-nos ao medo", mas sinto-o em mim como uma sombra. Olhando em redor, pelo mundo, assusta verificar que assassinar homossexuais ainda é normal e que os valores de humanidade invertem muito rapidamente.
Assusta muito, mas os sinais do medo combatem-se com acções. Seremos duas das pioneiras da nossa geração a casar. Aos poucos sairemos do armário. São sobretudo jovens, a grande maioria das pessoas que se manifestam.
A perder para o ano, fica a festa do Pride no teatro Sá da Bandeira. Excluindo a boa organização e intenção do evento, o espaço apresenta fracas condições, sobretudo de extracção de fumos. A ausência de espectáculo para mulheres (onde aqui se acentuam logo as diferenças de género), o passar apenas de shows de transformismo (que não aprecio minimamente, pois qualquer pessoa canta e dança em playback), são pormenores que levam-me a ponderar no próximo ano fazer festa noutro lado. Saudades da Pride no barco do amor, em que a diversão era tão boa.

No geral, foi um dia de grandes emoções, com novas amizades à mistura.

Maria

sábado, julho 11

4ª Marcha LGBT no Porto


Mais uma vez, fui à Marcha do Orgulho no Porto. Este ano não perdi o início. Enquanto os vários grupos se reuniam na Praça da Republica, aproveitei para tomar café numa esplanada próxima com a Cecília. Numa das mesas, estavam sentadas uma senhora e três raparigas. As pulseiras e pins das miúdas catalogavam-nas logo com o movimento gay. Seriam as miúdas lésbicas ou a mãe?, observávamos curiosas. Obtivemos a resposta na praça, quando reparei que a senhora trazia ao peito um cartaz dizendo "Eu sou mãe de uma lésbica". Nem imaginam o orgulho que senti daquela mulher, pela atitude nobre, humana e corajosa que teve, em detrimento das atitudes conservadores, desajustadas e egoístas de tantas outras mães nas mesmas situações. Fiquei feliz pelas miúdas, pois faz diferença viver numa família onde somos amados e respeitados pelo que somos. Os meus parabéns minha senhora, por ter preferido amar a sua filha, contrapondo-se ao ódio que a sociedade nos tem.
Peguei num cartaz de uma organização, com um slogan que defendo "casar ou não é nossa decisão / casar ou não é nossa decepção" e exibi-o bem alto para todos o verem. É um direito que me assiste enquanto ser humano.
Stª Catarina foi o ponto mais alto da manifestação, cheia de gente nos passeios, nas esplanadas, nas lojas e janelas dos edifícios. Estavam espantados a olhar a chuva de cartazes, apitos e balões que trazíamos, enquanto cantávamos e gritávamos a plenos pulmões "Seja homem ou mulher, eu amo quem quiser", "nem menos nem mais, direitos iguais", "casar ou não, é nossa decisão".
O nosso comboio de gente animou com alegria, coragem e cantoria as ruas por onde passava, terminando frente à Câmara Municipal do Porto.
Este ano, pareceu-me que éramos mais e mais unidos, como uma grande família.



Maria
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