terça-feira, maio 28
Ana Zanatti lança novo romance "E onde é que está o Amor?"
domingo, novembro 21
Livro "Os portugueses são analfabetos sexuais ...e emocionais"
Cecília
terça-feira, novembro 10
SARAMAGO
Saramago é, além de um brilhante escritor, um homem que vê o mundo de forma muito peculiar. Ele escava assuntos que receamos analisar, explora as qualidades e defeitos do ser humano, inclusive de Deus, e expõe-nas de forma nua e crua. É isto que me fascina na sua escrita, a visualização do que estará para além das coisas, o sentido, o conceito. “As Intermitências da Morte”, “Todos os Nomes” e “Caim”, são para mim os seus melhores livros. Em “As Intermitências da Morte”, Saramago explora os comportamentos humanos no caos da ausência da morte; em “Todos os Nomes”, tece uma teia humana, mostrando-nos o quanto nós e as nossas acções nos interligam uns aos outros; e em “Caim”, Saramago questiona a justiça e a bondade de Deus, mostrando-nos a sua crueldade, as suas vinganças e invejas para com os seres humanos. Caim vinga-se de Deus matando os descendentes de Noé e incitando também este a suicidar-se. E com isto, não haverá recomeço de um novo mundo.
E em todos eles, há uma ironia latente, que se acentua em “Caim”e que proporciona uma boa dose de humor aos seus escritos.
Parabéns ao nosso Nobel da Literatura.
Maria
segunda-feira, outubro 12
sábado, agosto 15
Judith Teixeira - Poetisa Modernista
Perseguida e enxovalhada pela sua escrita e modo de estar na vida, falou do amor e do erotismo entre mulheres. A temática do homoerotismo ergue um ciclone de reacções na sociedade em vias de entrar em regime ditatorial. Escreveu alguns livros, como "Decadência", "Castelo de Sombras" e "Nua", tendo também publicado poemas soltos na revista Contemporânea. O livro "Decadência" saiu em Fevereiro de 1923. No mesmo ano, o Governo Civil de Lisboa apreendeu este livro, apelidado de "imoral", "literatura dissolvente" que "corroía a moral e os costumes". O seu livro foi queimado e a nossa escritora apelidada de "desenvergonhada". Também os livros de Sodoma Divinizada de Raúl Leal e das Canções de António Botto foram queimados. Ainda no mesmo ano, publicou "Castelo de Sombras" e editou novamente "Decadência". Em 1926 publicou o livro "Nua" e editou e dirigiu a revista Europa. Em Junho, já com o livro “Nua” à venda, sairia no jornal Revolução Nacional (jornal de propaganda da ditadura), um texto onde era referido o livro "Nua" como "uma das vergonhas sexuais e literárias". Publicou ainda "Satânia", enfrentando tudo e todos. Foi ridicularizada publicamente, apelidada de lésbica e caricaturada. Num ultimo gesto, publicou o "Poemeto das Sombras" na revista Terras de Portugal, não se tendo ouvido dela mais uma palavra. Morreu em 1959.
A literatura de Botto e Leal, ainda hoje são faladas, omitindo-se aquela que também viu um livro seu em labareda. Pisada pela moral vigente, em que as mulheres tinham que enquadrar-se em determinados padrões, em que sexo ainda era coisa de homens e onde a homossexualidade ainda era crime punido com medidas de segurança (o internamento em manicómio criminal, a interdição do exercício de profissão, etc), Judith Teixeira será sempre lembrada como uma mulher corajosa, uma poetisa sáfica modernista que enfrentou a sua época.
Deixa-os dizer!…
Eles sabem lá o que há de sublime
Nos meus sonhos de prazer…
De madrugada, logo ao despertar,
Há quem me tenha ouvido gritar
Pelo teu nome…
Dizem
- e eu não protesto -
Que seja qual foro meu aspecto
tu estás
na minha fisionomia
e no meu gesto!
Dizem que eu me embriago toda em cores
Para te esquecer…
E que de noite pelos corredores
Quando vou passando para te ir buscar,
Levo risos de louca, no olhar!
Não entendem dos meus amores
contigo
-Não entendem deste luar de beijos…
- Há quem lhe chame a tara perversa,
Dum ser destrambelhado e sensual!
Chamam-te o génio do mal -
O meu castigo…
E eu em sombras alheio-me dispersa…
E ninguém sabe que é de ti que eu
vivo…
Que és tu que doiras ainda,
O meu castelo em ruína…
Que fazes da hora má, a hora linda
Dos meus sonhos voluptuosos -
Não faltes aos meus apelos dolorosos
- Adormenta esta dor que me domina!
Maria
quarta-feira, julho 22
J. K. Rowling e Harry Potter
Não sei se sabem, mas sou uma “devoradora” de bons livros e há uma autora, entre quatro ou cinco que aprecio bastante, a quem quero deixar umas palavras de admiração, pelos excelentes livros que escreveu. Refiro-me a Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, a famosa escritora britânica de ficção, autora dos sete fantásticos livros da série Harry Potter: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Obviamente li-os todos e deixem-me dizer-lhes que não sei onde vai buscar tanta imaginação: a fantástica escola de Hogwarts, repleta de aventuras e magia, vassouras voadoras, o Quiditch, personagens que se movimentam nos quadros e jornais, guloseimas com sabores horríveis, gigantes, elfos manipuladores e Harry, Ron, Hermione, Dumbledore, Snape, Voldmort e Malfoy, personagens empolgantes desta saga, entre tantas outras coisas fabulosas.
Os seus livros foram traduzidos para 64 línguas, tendo-se tornado uma das mulheres mais ricas do mundo. A saga tem sido acompanhada cinematograficamente, com grande sucesso (tenho visto todos), mas não consegue transmitir-me o fascínio dos livros.
Parabéns Joanne Rowling.
Maria
quarta-feira, junho 10
Madrugadas... para a minha Cecília

Acordo na madrugada...
Ainda na escuridão
curvo sobre ti os meus pensamentos
qual flor procurando a luz
Absorvo, no silêncio,
a cadência do teu respirar,
o sono dos justos
Fecho os olhos,
inebrio-me dessa melodia...
e sinto em mim,
preenchendo cada espaço do meu ser
a tua doçura.
Trago,
como uma capa, o teu calor
na azáfama dos dias
e é em ti que
em cada madrugada ao anoitecer
deixo a minha alma perdida de amor








