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terça-feira, maio 28

Ana Zanatti lança novo romance "E onde é que está o Amor?"


Sinopse:
Seis mulheres e três homens, reúnem-se para confessar o que lhes parece inconfessável. Casamentos falhados, amores que não se cumprem, ciúme, traição, medo, frustração, erotismo, solidão. De tudo se fala nessa tarde, num encontro transformador do qual ninguém sai como entrou.

domingo, novembro 21

Livro "Os portugueses são analfabetos sexuais ...e emocionais"

Assisti quinta-feira passada ao lançamento do livro "Os portugueses são analfabetos sexuais ...e emocionais", de Manuel Damas, no espaço CASA.
Tendo sido a primeira vez que lá fui, achei a CASA muito acolhedora e cheia de vida. Respirava-se um ambiente saudável, de partilha. 
O Prof. Manuel Damas estava visivelmente emocionado com o lançamento do seu primeiro livro. O titulo é bombástico e sem dúvida que nos suscita a sua leitura. Já li algumas páginas e a sua escrita é frontal e cativante. Fica aqui o desafio para nos aprofundarmos mais na teia da sexualidade humana.




Cecília

terça-feira, novembro 10

SARAMAGO


Saramago é, além de um brilhante escritor, um homem que vê o mundo de forma muito peculiar. Ele escava assuntos que receamos analisar, explora as qualidades e defeitos do ser humano, inclusive de Deus, e expõe-nas de forma nua e crua. É isto que me fascina na sua escrita, a visualização do que estará para além das coisas, o sentido, o conceito. “As Intermitências da Morte”, “Todos os Nomes” e “Caim”, são para mim os seus melhores livros. Em “As Intermitências da Morte”, Saramago explora os comportamentos humanos no caos da ausência da morte; em “Todos os Nomes”, tece uma teia humana, mostrando-nos o quanto nós e as nossas acções nos interligam uns aos outros; e em “Caim”, Saramago questiona a justiça e a bondade de Deus, mostrando-nos a sua crueldade, as suas vinganças e invejas para com os seres humanos. Caim vinga-se de Deus matando os descendentes de Noé e incitando também este a suicidar-se. E com isto, não haverá recomeço de um novo mundo.

E em todos eles, há uma ironia latente, que se acentua em “Caim”e que proporciona uma boa dose de humor aos seus escritos.

Parabéns ao nosso Nobel da Literatura.

Maria

sábado, agosto 15

Judith Teixeira - Poetisa Modernista



Judith Teixeira, nasceu em Viseu em 1980.
Perseguida e enxovalhada pela sua escrita e modo de estar na vida, falou do amor e do erotismo entre mulheres. A temática do homoerotismo ergue um ciclone de reacções na sociedade em vias de entrar em regime ditatorial. Escreveu alguns livros, como "Decadência", "Castelo de Sombras" e "Nua", tendo também publicado poemas soltos na revista Contemporânea. O livro "Decadência" saiu em Fevereiro de 1923. No mesmo ano, o Governo Civil de Lisboa apreendeu este livro, apelidado de "imoral", "literatura dissolvente" que "corroía a moral e os costumes". O seu livro foi queimado e a nossa escritora apelidada de "desenvergonhada". Também os livros de Sodoma Divinizada de Raúl Leal e das Canções de António Botto foram queimados. Ainda no mesmo ano, publicou "Castelo de Sombras" e editou novamente "Decadência". Em 1926 publicou o livro "Nua" e editou e dirigiu a revista Europa. Em Junho, já com o livro “Nua” à venda, sairia no jornal Revolução Nacional (jornal de propaganda da ditadura), um texto onde era referido o livro "Nua" como "uma das vergonhas sexuais e literárias". Publicou ainda "Satânia", enfrentando tudo e todos. Foi ridicularizada publicamente, apelidada de lésbica e caricaturada. Num ultimo gesto, publicou o "Poemeto das Sombras" na revista Terras de Portugal, não se tendo ouvido dela mais uma palavra. Morreu em 1959.
A literatura de Botto e Leal, ainda hoje são faladas, omitindo-se aquela que também viu um livro seu em labareda. Pisada pela moral vigente, em que as mulheres tinham que enquadrar-se em determinados padrões, em que sexo ainda era coisa de homens e onde a homossexualidade ainda era crime punido com medidas de segurança (o internamento em manicómio criminal, a interdição do exercício de profissão, etc), Judith Teixeira será sempre lembrada como uma mulher corajosa, uma poetisa sáfica modernista que enfrentou a sua época.


A MINHA AMANTE

Dizem que eu tenho amores contigo!
Deixa-os dizer!…
Eles sabem lá o que há de sublime
Nos meus sonhos de prazer…
De madrugada, logo ao despertar,
Há quem me tenha ouvido gritar
Pelo teu nome…

Dizem
- e eu não protesto -
Que seja qual foro meu aspecto
tu estás
na minha fisionomia
e no meu gesto!

Dizem que eu me embriago toda em cores
Para te esquecer…
E que de noite pelos corredores
Quando vou passando para te ir buscar,
Levo risos de louca, no olhar!

Não entendem dos meus amores
contigo
-Não entendem deste luar de beijos…
- Há quem lhe chame a tara perversa,
Dum ser destrambelhado e sensual!
Chamam-te o génio do mal -
O meu castigo…
E eu em sombras alheio-me dispersa…

E ninguém sabe que é de ti que eu
vivo…
Que és tu que doiras ainda,
O meu castelo em ruína…
Que fazes da hora má, a hora linda
Dos meus sonhos voluptuosos -
Não faltes aos meus apelos dolorosos
- Adormenta esta dor que me domina!





Maria

quarta-feira, julho 22

J. K. Rowling e Harry Potter


Não sei se sabem, mas sou uma “devoradora” de bons livros e há uma autora, entre quatro ou cinco que aprecio bastante, a quem quero deixar umas palavras de admiração, pelos excelentes livros que escreveu. Refiro-me a Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, a famosa escritora britânica de ficção, autora dos sete fantásticos livros da série Harry Potter: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Obviamente li-os todos e deixem-me dizer-lhes que não sei onde vai buscar tanta imaginação: a fantástica escola de Hogwarts, repleta de aventuras e magia, vassouras voadoras, o Quiditch, personagens que se movimentam nos quadros e jornais, guloseimas com sabores horríveis, gigantes, elfos manipuladores e Harry, Ron, Hermione, Dumbledore, Snape, Voldmort e Malfoy, personagens empolgantes desta saga, entre tantas outras coisas fabulosas.
Os seus livros foram traduzidos para 64 línguas, tendo-se tornado uma das mulheres mais ricas do mundo. A saga tem sido acompanhada cinematograficamente, com grande sucesso (tenho visto todos), mas não consegue transmitir-me o fascínio dos livros.
Parabéns Joanne Rowling.

Maria

quarta-feira, junho 10

Madrugadas... para a minha Cecília



Acordo na madrugada...

Ainda na escuridão
curvo sobre ti os meus pensamentos
qual flor procurando a luz

Absorvo, no silêncio,
a cadência do teu respirar,
o sono dos justos

Fecho os olhos,
inebrio-me dessa melodia...

e sinto em mim,
preenchendo cada espaço do meu ser
a tua doçura.

Trago,
como uma capa, o teu calor
na azáfama dos dias
e é em ti que
em cada madrugada ao anoitecer
deixo a minha alma perdida de amor

Maria
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