"Um antigo estudo, de 15 anos atrás, da Universidade da Georgia (EUA)
diz que “A homofobia está aparentemente associada à excitação
homossexual”. Os pesquisadores apontam porém “que o indivíduo
homofóbico desconhece ou nega” essa excitação.
Antes de tudo, os especialistas perguntaram a homens
heterossexuais o quão confortáveis eles se sentiam ao redor de
homens gays. Com base nesses resultados, dividiram os voluntários
em dois grupos: os que exibiam sinais de homofobia (com 35
participantes) e os definitivamente não-homofóbicos (neste, eram
29, no total). Aí começou o teste.
Todos os homens foram colocados em salinhas privativas para
assistir a vídeos “quentes”, de quatro minutos cada: um
mostrava cenas de sexo entre um homem e uma mulher; outro, entre duas
mulheres; e o último, entre dois homens. Enquanto a sessão se
desenrolava, um aparelho, ligado ao pênis de cada participante,
media o nível de excitação sexual de cada um. A engenhoca, segundo os
cientistas, era capaz de identificar a excitação sexual sem
confundi-la com outros tipos de excitação (como nervosismo ou medo).
Eis os resultados: enquanto assistiam aos vídeos de sexo
heterossexual ou lésbico, tanto o grupo homofóbico quanto o
não-homofóbico tiveram “aumento da circunferência do pênis”. Em
outras palavras, gostaram do que viram. Mas durante o filminho gay
“apenas o grupo homofóbico exibiu sinais de excitação sexual”,
afirma o estudo. Pois é, eles até disseram que preferiam manter
distância dos gays. Mas, opa, seus pênis contaram outra história."
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
terça-feira, agosto 20
quarta-feira, setembro 26
Anúncios publicitários
Diariamente, sem que muitas vezes nos apercebamos, somos invadidos pelo conceito da sociedade heterossexista. Por ser maioritária (supõe-se, mas não se confirma), o mercado cresce em seu redor, desprezando outras minorias, isto é, outras famílias, outras formas de estar na vida. É gritante esta discrepância, sobretudo neste nosso país pequenino. Pequenino em tudo, só grande no défice. Eu pago na conta de electricidade uma contribuição para a TV, cujos anúncios publicitários focam sucessivamente um público-alvo heterossexual, como se famílias homossexuais não comprassem também os mesmos produtos e serviços.
Diversificarem os estilos familiares era sinal de maturidade
de mercado, porque se pago um serviço televisivo ele tem de servir-me também.
Educar para uma sociedade plural e igualitária não pressupõe uma base quadrada,
mas um enquadramento. Ao menos, as novelas brasileiras focam a diversidade
humana, patamar que em Portugal, no geral, ainda estamos a anos luz.
Também o sistema bancário permanece desactualizado. Com um
simples olhar, apercebemo-nos que muitos dos panfletos e cartazes têm na capa
apenas famílias heterossexuais, um universo de soluções para os seus dias, mas
não para os meus, que também lá tenho conta, sou associada e pago as minhas
quotas. É com o meu dinheiro que me servem mal.
As mudanças fazem-se muito lentamente neste pequenino país,
e se continuarmos sem dizer nada, nada mudará. Porque, no fundo, a sociedade
tem medo e dificuldade em aceitar as diferenças! As pessoas têm medo de ser
rejeitadas pelas outras e têm medo de referir a homossexualidade, como se o
fazendo esta orientação pudesse crescer. Receiam educar na diversidade, e com
isso saímos todos penalizados!
Maria
domingo, agosto 14
domingo, agosto 9
Educação Sexual já a partir de Setembro

Finalmente foi publicado em Diário da Republica o diploma que estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de ensino básico e secundário no próximo ano lectivo. Constituem finalidades da educação sexual “a valorização da sexualidade e efectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa;
a redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis;
o respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
a eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual;
a promoção da igualdade entre os sexos”.

Este projecto pressupõe a participação de professores, pais, alunos e técnicos de saúde, devendo o projecto de cada turma ser elaborado pelo director de turma e pelo professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, visando os conteúdos previstos na lei. Ao Ministério da educação caberá garantir a formação necessária dos professores na condução desta matéria, preocupando-me o modo como as temáticas homossexuais possam ser transmitidas por professores e pais homofóbicos. Á parte este pormenor, é um passo importante para formarmos uma sociedade mais responsável e informada, onde o pluralismo das concepções sexuais seja respeitado.
A ignorância combate-se através da educação, que permitirá escolhas mais informadas e seguras.
Uma sociedade informada é uma sociedade mais equilibrada.
Cecília
Assinar:
Postagens (Atom)
