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terça-feira, agosto 20

Cientistas afirmam que homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo

"Um antigo estudo, de 15 anos atrás, da Universidade da Georgia (EUA) diz que “A homo­fo­bia está apa­ren­te­mente asso­ci­ada à exci­ta­ção homos­se­xual”. Os pes­qui­sa­do­res apon­tam porém “que o indi­ví­duo homo­fó­bico des­co­nhece ou nega” essa excitação.
Antes de tudo, os espe­ci­a­lis­tas per­gun­ta­ram a homens hete­ros­se­xu­ais o quão con­for­tá­veis eles se sen­tiam ao redor de homens gays. Com base nes­ses resul­ta­dos, divi­di­ram os volun­tá­rios em dois gru­pos: os que exi­biam sinais de homo­fo­bia (com 35 par­ti­ci­pan­tes) e os defi­ni­ti­va­mente não-homofóbicos (neste, eram 29, no total). Aí come­çou o teste.
Todos os homens foram colo­ca­dos em sali­nhas pri­va­ti­vas para assis­tir a vídeos “quen­tes”, de qua­tro minu­tos cada: um mos­trava cenas de sexo entre um homem e uma mulher; outro, entre duas mulhe­res; e o último, entre dois homens. Enquanto a ses­são se desen­ro­lava, um apa­re­lho, ligado ao pênis de cada par­ti­ci­pante, media o nível de exci­ta­ção sexual de cada um. A enge­nhoca, segundo os cien­tis­tas, era capaz de iden­ti­fi­car a exci­ta­ção sexual sem confundi-la com outros tipos de exci­ta­ção (como ner­vo­sismo ou medo).
Eis os resul­ta­dos: enquanto assis­tiam aos vídeos de sexo hete­ros­se­xual ou lés­bico, tanto o grupo homo­fó­bico quanto o não-homofóbico tive­ram “aumento da cir­cun­fe­rên­cia do pênis”. Em outras pala­vras, gos­ta­ram do que viram. Mas durante o fil­mi­nho gay “ape­nas o grupo homo­fó­bico exi­biu sinais de exci­ta­ção sexual”, afirma o estudo. Pois é, eles até dis­se­ram que pre­fe­riam man­ter dis­tân­cia dos gays. Mas, opa, seus pênis con­ta­ram outra história."

quarta-feira, setembro 26

Anúncios publicitários


Diariamente, sem que muitas vezes nos apercebamos, somos invadidos pelo conceito da sociedade heterossexista. Por ser maioritária (supõe-se, mas não se confirma), o mercado cresce em seu redor, desprezando outras minorias, isto é, outras famílias, outras formas de estar na vida. É gritante esta discrepância, sobretudo neste nosso país pequenino. Pequenino em tudo, só grande no défice. Eu pago na conta de electricidade uma contribuição para a TV, cujos anúncios publicitários focam sucessivamente um público-alvo heterossexual, como se famílias homossexuais não comprassem também os mesmos produtos e serviços.
Diversificarem os estilos familiares era sinal de maturidade de mercado, porque se pago um serviço televisivo ele tem de servir-me também. Educar para uma sociedade plural e igualitária não pressupõe uma base quadrada, mas um enquadramento. Ao menos, as novelas brasileiras focam a diversidade humana, patamar que em Portugal, no geral, ainda estamos a anos luz.
Também o sistema bancário permanece desactualizado. Com um simples olhar, apercebemo-nos que muitos dos panfletos e cartazes têm na capa apenas famílias heterossexuais, um universo de soluções para os seus dias, mas não para os meus, que também lá tenho conta, sou associada e pago as minhas quotas. É com o meu dinheiro que me servem mal.
As mudanças fazem-se muito lentamente neste pequenino país, e se continuarmos sem dizer nada, nada mudará. Porque, no fundo, a sociedade tem medo e dificuldade em aceitar as diferenças! As pessoas têm medo de ser rejeitadas pelas outras e têm medo de referir a homossexualidade, como se o fazendo esta orientação pudesse crescer. Receiam educar na diversidade, e com isso saímos todos penalizados!

Maria

domingo, agosto 9

Educação Sexual já a partir de Setembro


Finalmente foi publicado em Diário da Republica o diploma que estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de ensino básico e secundário no próximo ano lectivo. Constituem finalidades da educação sexual “a valorização da sexualidade e efectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa;
a redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis;
o respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
a eliminação de comportamentos baseados na discriminação
sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual;
a promoção da igualdade entre os sexos
”.
Este projecto pressupõe a participação de professores, pais, alunos e técnicos de saúde, devendo o projecto de cada turma ser elaborado pelo director de turma e pelo professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, visando os conteúdos previstos na lei. Ao Ministério da educação caberá garantir a formação necessária dos professores na condução desta matéria, preocupando-me o modo como as temáticas homossexuais possam ser transmitidas por professores e pais homofóbicos. Á parte este pormenor, é um passo importante para formarmos uma sociedade mais responsável e informada, onde o pluralismo das concepções sexuais seja respeitado.
A ignorância combate-se através da educação, que permitirá escolhas mais informadas e seguras.
Uma sociedade informada é uma sociedade mais equilibrada.

Cecília
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