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quinta-feira, março 8

Dia Internacional da Mulher


"Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.
É lutar por causas perdidas e
Sempre sair vencedora.
É estar antes do ontem e depois do amanhã.
É desconhecer a palavra recompensa
Apesar dos seus atos.

Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes
Sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.
É cancelar sonhos em prol de terceiros.
É esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.

Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papéis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil...
Pra ter um carinho.

Ser mulher...
É se perder em palavras e
Depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções
Que nem sempre são captadas.

Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,
Vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,
Vê-los desmoronados pelas águas.
E ainda assim amá-los.

Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.
É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.


Ser mulher...
É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher...
É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.
É esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher...
É ter a arrogância de viver
Apesar dos dissabores,
Das desilusões, das traições e
Das deceções.

Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.
É amá-los igualmente.

Ser mulher...
É ter confiança no amanhã e
Aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis
Em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista."

terça-feira, agosto 31

Desisto de ser cristã. Não contem comigo


Anne Rice, autora de diversos livros, entre os quais “Entrevista com o Vampiro”, anunciou no inicio deste mês a sua posição relativamente à religião: desistiu de ser cristã.
A posição hostil  da Igreja para com os direitos das mulheres, dos homossexuais e uso de métodos contraceptivos, aliados às declarações recentes feitas por um pastor norte-americano que afirmou que os países muçulmanos que executam homossexuais são mais “morais” do que os EUA, levou Rice a tomar esta posição. 
Anne escreveu na sua página pessoal: “Desisto de ser cristã. Não contem comigo.  Recuso ser anti-gay em nome de Cristo. Recuso ser anti-feminista em nome de Cristo. Recuso ser anti-contraceptivos em nome de Cristo. Recuso ser anti-democracia. Recuso ser anti-humanismo secular. Recuso ser anti-ciência. Recuso ser anti-vida. Em nome de Cristo, desisto da cristandade e de ser cristã. Amen.” Acrescenta ño entanto que a sua fé em Cristo é “crucial”, e que “seguir Cristo não significa seguir os seus seguidores”.
Tal e qual ela, também eu me revejo nas suas palavras. Ainda ontem vi um vídeo sobre um pastor do Uganda destilando ódio e preconceito contra as relações homossexuais. Deturpava a informação que dava à comunidade (de forma imprópria e nojenta), dizendo que a homossexualidade era quase apenas o mesmo que fisting. De mentes tacanhas e ridiculas estó o universo cheio. 
Não contem comigo, recuso ser... 

Maria
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