Permitida por lei desde junho deste ano, as uniões do mesmo género
tendem a aumentar e a desencadear reações nos Estados Unidos. Em Los
Angeles, duas mulheres assumiram-se numa cerimónia religiosa…indiana!
Esperemos que este fulano não chegue a papa, porque o mundo precisa de evoluir e não de regredir. Para
mim o novo papa terá o desafio de renovar a Igreja Católica abrindo o
debate sobre alguns temas como o uso de anticoncepcionais, aborto,
células-tronco, divórcio, casamento homossexual, celibato e outros. E
fico também á espera da punição para os padres envolvidos em escândalos
de pedofilia.
É simplesmente ridículo, que o novo arcebispo de Cantuária,
Justin Welby, anteontem no seu primeiro discurso, afirme-se contra o casamento
homossexual.
É ofensivo que num discurso em que é suposto espalhar e
fomentar o amor, comece-se por fomentar divisão e segregação. Jesus não
pregava isto, mas sim o contrário.
Pergunto-me portanto, como é que alguém que inferioriza o
amor homossexual pode alguma vez achar que representa a grandeza e o amor de
Deus na terra? Será que julga que tem Voz para falar sobre o que quer que seja?
O senhor arcebispo Welby é casado. Se eu pensasse como este
senhor e segundo as leis da Igreja católica romana, em que o casamento é proibido
a quem exerce o sacerdócio, então os casamentos da igreja anglicana seriam
indignos, impróprios.
Mas como considero, que os padres são seres humanos como todos
nós, e o amor toca a todos os que o querem acolher, o casamento é um direito
que assiste aos que verdadeiramente se amam. Sem discriminação.
Sou casada com uma anglicana, o que ao longo dos anos me fez
acarinhar a ILCAE (Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica).
E portanto,
sinto vergonha que tenha sido escolhido para o novo cargo de arcebispo uma
pessoa que evidencia não estar à altura. A qualidade de uma Igreja também se mede pela
forma como se respeita as suas minorias. O casamento homossexual merece a mesma
dignidade e o mesmo respeito.
Para Deus SOMOS TODOS IGUAIS!
Maria
obs. Noticia que foi publicada no jornal económico Oje, dia 5/2/2013
Depois de ler o manifesto “pelo casamento pela família” da Plataforma Cidadania e Casamento, não posso deixar de comentar alguns dos disparates.
Em primeiro lugar, julgo que só gente infeliz à procura de um objectivo para dar valor à sua inútil existência, é que deseja vir para a rua limitar os direitos dos outros e meter-se na vida alheia.
Em segundo lugar, relembro que homossexuais fazem parte das famílias e constituem famílias. Se em pleno Século XXI ainda desconhecem isto, sugiro que se actualizem. A Educação é um processo de criação de uma cultura de direitos humanos, que ainda não devem ter interiorizado.
Em terceiro lugar, os homossexuais também são homens e mulheres, não somos aliens. Estamos inseridos em toda a sociedade, somos filhos, mães, pais, avós, cozinheiros, políticos, enfermeiros, médicos, educadores sociais, professores, trolhas, mecânicos, engenheiros, vizinhos, …, somos tudo e todos na sociedade. Respondendo portanto às vossas perguntas, também somos família, educamos crianças, temos uniões de facto cá, casamentos noutros países; também apostamos na maternidade e na paternidade (porque também os fazemos), ensinamos nas escolas, trabalhamos e geramos riqueza, fazemos história e decidimos o futuro da sociedade.
Em quarto lugar, o casamento é um acto de amor, não exclusivo dos heterossexuais.
Em quinto lugar, as crianças têm o direito de receberem amor, independentemente de pais heterossexuais ou homossexuais.
Em sexto lugar, também concordo que a família faz a sociedade, que a maternidade e a paternidade são valores sociais, que os pais têm o direito à liberdade para educar os seus filhos (desde que respeitem a liberdade dos outros), que a solidariedade nasce na Família, que a Escola ensina, ajuda e apoia as famílias, que família é a primeira escola de vida e que a riqueza de um País está nos Homens, nas Mulheres e nas crianças.
Em sétimo lugar, a história é escrita por homens e mulheres e em suma pelo Estado (que é constituído por todos nós).
Em oitavo lugar, o futuro da Sociedade, em democracia, é escolhido pelo Povo, mas com todas as suas representações. O Poder deve respeitar toda a gente e não só a vontade da maioria, como referem, É com essas ideias pobres, de apartheid, que nascem e se sustentam as descriminações.
Em nono lugar, nós, Mulheres e Homens temos apenas o direito a decidir pelas crianças, pelo casamento e pela família que criamos, sem interferir na liberdade e nos direitos dos outros relativamente às suas famílias.
Em décimo lugar, informo que modelos de famílias há muitos.
Não fomos nós quem colocou em causa o futuro das gerações, é o modelo familiar heterossexual que está em crise. Concordo que queiram reunir-se para festejar o vosso amor, agora não tentem sujar e limitar o amor entre pessoas do mesmo sexo, pois não têm esse direito. Nós também não gostamos de ver muita coisa. De que têm tanto medo?
Os direitos dos cidadãos da EU estão protegidos pela Carta dos Direitos Fundamentais, cujo objectivo é assegurar que todos os Estados-Membros defendem e promovem medidas para a igualdade, a justiça, a dignidade e os direitos dos cidadãos. Diz-lhes alguma coisa a proibição da discriminação com base na orientação sexual? Todos somos iguais perante a Lei. Arranjem algo útil para fazer.
Estamos todas (os) de parabéns. Desde sexta-feira que ainda não consegui "colocar os pés no chão". Foi um grande dia para o nosso país no que diz respeito a igualdade de direitos, a conquista do casamento homossexual. Sinto-me ainda inquieta com a possibilidade de poder-se encontrar alguma inconstitucionalidade na lei aprovada e daí poder surgir algum retrocesso. Mas Deus é grande e não permitirá que as injustiças se perpetuem. Alegrem-se pois todos os que pretendem dignificar as suas relações através do casamento. Sim, porque foi isso que adquirimos, mais dignidade e protecção. A igualdade entre pessoas nunca poderia ser para uns uma união civil registada e para outros casamento. Casamento é a palavra para todos, sem cidadãos de primeira e de segunda.
Observei o ódio e a raiva com que um membro do CDS-PP empestou a TV, furioso pela nossa vitória. Foi uma cena triste de se ver, mas já se sabe que há sempre pessoas que não querem a felicidade dos outros e são avessas a mudanças.
Continuemos nós a caminhar, imaginando já o que se segue: os vestidos de noiva, a cerimónia, os convidados, ...
Estamos Todos de parabéns!
Conseguimos hoje vencer uma das batalhas por que lutamos há muitos anos, a aprovação da proposta de lei sobre casamentos homossexuais. Só em Janeiro é que iremos saber se a proposta foi aceite pela Assembleia da República e em que parâmetros se moldará. O PS avançou com a proposta de casamento civil, excluindo por enquanto a adopção. O PSD vai avançar com uma proposta de uma união civil registada, que salvaguarde que a possibilidade de adopção não fica abrangida neste tipo de relação. O BE não concorda que o casamento civil homossexual se faça sem a possibilidade de adopção, bem como os Verdes. Ora a verdade, é que acaba-se com uma descriminação e inicia-se outra, a da adopção. É verdade que sairemos lesados neste contrato, pois não temos menos capacidade que os hetero como nos querem fazer crer. Se formos a verificar a quantidade de crianças maltratadas pelos pais biológicos heterossexuais, a crescente perda dos seus valores familiares, tanto no casamento como na criação dos filhos, não vejo em quê são melhores que nós, nem onde vão desenterrar as suas teorias retrogradas e sem fundamentos. Não faltam por ai homossexuais com filhos, porque querendo-os ter é muito fácil de os fazer, não precisamos do consentimento heterossexual. No entanto, acho que há situações que não devemos passar para ter uma criança, e a inseminação artificial ou a adopção seriam a melhor forma de duas pessoas que se amam, também dar amor a uma criança. Mas isto são outras lutas, e neste momento só me interessa o casamento homossexual. Sou uma cidadã portuguesa, e mereço o mesmo direito que os outros e por isso quero um casamento de Primeira. O modelo heterossexual (Masculino/Feminino) e o homossexual (Feminino/Feminino e Masculino/Masculino) não são diferentes na sua base, o AMOR, pelo que o Estado deve reconhece-lo da mesma maneira. O PSD e o CDS que coloquem as suas propostas ridículas, duplamente discriminatórias, ao lixo. Há uma luz no futuro que não se apaga na proposta do PS. Espero, que desta vez, o presidente da Republica não tenha a mesma atitude que teve aquando da melhoria da lei das uniões de facto. Quero mais de quem supostamente está no cargo para olhar por mim. A minha família, eu a minha mulher, esperamos que defenda, uma vez pelo menos, os nossos direitos. Basta de viver à margem. Já agora, que não andem sempre equivocados os bispos portugueses, como D. Manuel da Rocha Felício, que refere "a família garante a estabilidade e o futuro da própria humanidade ,,,não podemos andar a agredir, de forma acintosa, como uma atitude destas parece fazer", pois os vossos problemas sociais não somos nós que os temos feito, nem que eu saiba, a nossa presença causa assim tantos danos. Usando a sua expressão sr. bispo" deixe de tapar sol com a peneira" e permita que Deus consiga entrar no coração de toda a gente. Obrigado ao governo por ter dispensado ontem algumas horinhas aos nossos direitos, sobrepondo-se ao que tanta gente vulgar e rude diz por aí. O embrulho de natal foi feito, mas só espero um conteúdo. Espero que os Reis Magos nos tragam boas oferendas.
Agora querem referendar o casamento homossexual? Querem referendar direitos das pessoas? Direitos das pessoas não são referendáveis. Não sei o que os movimentos pró vida têm contra o casamento homossexual, pois ainda não percebi de que forma é que as uniões homossexuais têm alterado o ciclo de vida, para terem assim tanto medo de nós. Muitos homossexuais também concebem vidas, não é propriedade exclusiva de heterossexuais. O amor é sinónimo de vida e também esta exclusividade não é dos hetero, homossexuais também se amam muito. Se assim é, também o casamento civil deve ser para todos, pois todos deveremos ser iguais perante a Lei. Isilda Pegado, presidente da federação Portuguesa pela Vida, afirmou "Essa minoria já tem o direito que reclama. O direito de viver como outras pessoas, nas suas circunstâncias física e psíquica próprias do homossexual. E os seus afectos não são sindicáveis pela lei". Esta senhora claramente não sabe do que fala. Em primeiro lugar, não temos ainda o direito que reclamamos de casar (diga-se com o mesmo sexo, salvaguardando-nos desde já da sua mente imaginativa); em segundo lugar, tem certamente poucos ou nenhuns conhecimentos sobre casais homossexuais, pois não sabe em que circunstâncias física e psíquica muitos homossexuais são obrigados a viver. E a lei tem SIM que alterar esta situação discriminatória. Olhando também para um grupinho de militantes socialistas católicos, que se sentem incomodados, só peço que Deus lhes transforme o pensamento turvo, pois perderam-se certamente da luz. “Ignorância é dose”.