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quarta-feira, agosto 11

O pseudo fim do romantismo

Li há dias numa capa de revista, qualquer coisa como "dentro de 20 anos extingue-se o romantismo e teremos vários parceiros em simultâneo".
A poligamia sempre existiu, é tão velha quanto os seres humanos. Nada tenho a favor nem contra, pois cada qual faz o quer da sua vida. Mas não me falem em acabar com o romantismo.
Sou, por natureza, romântica e conceber a vida sem romantismo é uma desilusão. É verdade que temos a capacidade de gostar de várias pessoas e de construir grandes laços de amizade. Mas julgo que nos perdemos quando nos viramos apenas para os prazeres carnais, para a satisfação da gula física em detrimento de relações fundadas em sentimentos mais profundos, como o Amor. Porque quem ama (digam lá o que disserem) não gosta de ver a pessoa amada mantendo relações sexuais ou de outro foro com outra. Há quem lhe chame egoísmo.  
Mas Eu acredito no Amor de dois seres humanos, um amor cuidado, responsável, leal, criativo, mas também louco, vibrante, possante, que nos preenche o corpo e a alma. Somos ricos quando amamos e somos amados, quando cuidamos de quem nos ama, quando vivemos ao lado de quem amamos.
Haverá felicidade maior?
Respeitando as diferentes maneiras de amar de cada um, as diversas formas de felicidade, lamentarei se o romantismo se extinguir nas relações. Reinará a insensibilidade e o egoísmo? O individualismo?

Romântica até morrer!

Maria

terça-feira, abril 7

Sexo versus Sida

Reportando às recentes declarações do Papa Bento VI, quanto ao risco do uso do preservativo como meio de combater a sida em áfrica, um continente fortemente atacado pela pandemia do vírus, não quero deixar de me manifestar.
A distribuição de preservativos é, neste momento, uma solução para a diminuição da transmissão do HIV. Obviamente, que o problema passa na sua raíz pela prevenção e educação sexual. Os seres humanos têm desejos carnais e satisfazem-nos com ou sem amor. Não se pode fechar os olhos a esta realidade e, por isso, a prática sexual deve ser segura, pois todos somos responsáveis pela nossa sáude (ou deveríamos ser) e pela que transmitimos aos outros. Deve-se ter fácil acesso a preservativos, pois não é a sua divulgação que vai aumentar a prática do sexo (uma vez que quem o quiser fazer faz). Pelo menos fá-lo mais seguramente, e o seu não uso é que constitui um risco no combate à sida.
No entanto, o sexo deveria ser associado a sentimentos, pois é um acto de dar e receber amor e fazer amor é gratificante para o corpo e para alma. Sexo por sexo é vazio, infrutífero. E é este sexo que se tem manifestado, irresponsável. Tornou-se num acto banal, vulgar, como comer e beber. Devería-se ensinar as pessoas a respeitar o seu corpo e a sua alma, incentivando a uma maior humanização da sexualidade. Não se devem usar as pessoas como objecto para mero prazer físíco. O papel do outro é primordial. Temos de aprender a ser responsáveis na sexualidade.

Cecília
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