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terça-feira, maio 28

Ana Zanatti lança novo romance "E onde é que está o Amor?"


Sinopse:
Seis mulheres e três homens, reúnem-se para confessar o que lhes parece inconfessável. Casamentos falhados, amores que não se cumprem, ciúme, traição, medo, frustração, erotismo, solidão. De tudo se fala nessa tarde, num encontro transformador do qual ninguém sai como entrou.

quarta-feira, setembro 26

Anúncios publicitários


Diariamente, sem que muitas vezes nos apercebamos, somos invadidos pelo conceito da sociedade heterossexista. Por ser maioritária (supõe-se, mas não se confirma), o mercado cresce em seu redor, desprezando outras minorias, isto é, outras famílias, outras formas de estar na vida. É gritante esta discrepância, sobretudo neste nosso país pequenino. Pequenino em tudo, só grande no défice. Eu pago na conta de electricidade uma contribuição para a TV, cujos anúncios publicitários focam sucessivamente um público-alvo heterossexual, como se famílias homossexuais não comprassem também os mesmos produtos e serviços.
Diversificarem os estilos familiares era sinal de maturidade de mercado, porque se pago um serviço televisivo ele tem de servir-me também. Educar para uma sociedade plural e igualitária não pressupõe uma base quadrada, mas um enquadramento. Ao menos, as novelas brasileiras focam a diversidade humana, patamar que em Portugal, no geral, ainda estamos a anos luz.
Também o sistema bancário permanece desactualizado. Com um simples olhar, apercebemo-nos que muitos dos panfletos e cartazes têm na capa apenas famílias heterossexuais, um universo de soluções para os seus dias, mas não para os meus, que também lá tenho conta, sou associada e pago as minhas quotas. É com o meu dinheiro que me servem mal.
As mudanças fazem-se muito lentamente neste pequenino país, e se continuarmos sem dizer nada, nada mudará. Porque, no fundo, a sociedade tem medo e dificuldade em aceitar as diferenças! As pessoas têm medo de ser rejeitadas pelas outras e têm medo de referir a homossexualidade, como se o fazendo esta orientação pudesse crescer. Receiam educar na diversidade, e com isso saímos todos penalizados!

Maria

sexta-feira, abril 6

Autoridades sem meios para cancelar concerto de Sizzla


O concerto de Sizzla, um cantor jamaicano conhecido pelas suas letras de cariz homofóbico, foi acompanhado pela PSP, esta quinta-feira, no coliseu de Lisboa.
Protestos das associações ILGA e AMPLOS e de vários cidadãos independentes nas redes sociais, sobre esta situação desconfortável, levaram a que fossem tomadas medidas.
Inicialmente, o concerto iria realizar-se no armazém F, da operadora TMN. A operadora que se tem mantido afastada da polémica, por não ser responsável pela programação da sala a que deu nome, também não ficou alheia às críticas. E o que está ao centro da polémica? Algumas letras de canções como Get to da point, onde canta "sodomitas e maricas, eu digo: que morram", ou como Pump up, onde se pode ouvir "queima os homens que têm sexo com outros homens por detrás". A operadora cancelou o concerto no seu espaço. Esta tomada de posição em não “associarem” a marca a este tipo de evento, foi muito positiva.
Noutros países este cantor de música reggae já viu alguns dos seus concertos da última digressão cancelados ou adiados (Estocolmo, Madrid, Barcelona…) mas as nossas autoridades não têm recursos legais que permitam o seu cancelamento. Nesse sentido, a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), que não tinha conhecimento do conteúdo das canções e aberta às preocupações socias, recorreu às entidades judicias. A presença de uma brigada da PSP no coliseu foi salutar, de modo a impedir que o cantor pudesse incitar a plateia à violência ou ao ódio homofóbico.  
A situação é nova em Portugal, mas nos últimos anos tem sido recorrente em países europeus, com cantores conotados com o dancehall, uma derivação do reggae, a serem acusados de homofobia, como Elephant Man, Bounty Killa, Vybz Kartel, Buju Banton, Beenie Man, Capleton e Sizzla.
As organizações LGBT alegam que as letras continuam a ser cantadas, enquanto Sizzla, que já atuou três vezes antes em Portugal, riposta com a liberdade de expressão e com as leis da Jamaica, onde a homossexualidade masculina é crime. 
Pois o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considera que o discurso homofóbico não se trata de um ato de liberdade de expressão.
Há lacunas na lei que têm de ser suprimidas, nomeadamente a ausência de uma entidade que zele especificamente pela descriminação sexual, para que no futuro cenários destes possam ser retificados devidamente. No entanto, apreciei o esforço e empenho das organizações e entidades estatais no combate á homofobia.

Maria

segunda-feira, junho 7

Serralves em festa 2010

Sábado e Domingo, a Serralves esteve em festa. Passamos por lá, como é habitual e viemos enriquecidas com alguns dos eventos. O "tout va bien", projecto dos cartazes publicitários, em que pessoas representavam nos seus interiores, transformou-se numa ideia bastante original. Na dança, saliento "do lugar de onde vou", em que vários jovens nos deliciaram com as suas actuações, particularmente com a dança dos fantasmas. Assistimos a algumas actuações dos "The magic ID", um grupo de música pop cuja vocalista Margareth Kammer tinha uma voz fantástica, a meu ver o único ponto apreciável da banda. Já os "Big Band Esmae" fizeram espectáculo. Esta  orquestra de Jazz fez-nos dançar no prado com o seu repertório. E entre todos os espectáculos, também os jardins de Serralves valem sempre a pena serem visitados, conviver com a natureza é sempre uma óptima fuga ao dia-a-dia.

Maria

quarta-feira, abril 14

Musica Medieval

Sexta-feira passada, fomos ao Clube Literário do Porto, ver Sofia Guedes e João Soares, a duas vozes,  interpretando cantigas e peças instrumentais da Idade Média e do Renascimento. Ela, apoiada pela suas flautas e ele pela sua harpa. Foram momentos bem passados, sobretudo para a Cecília, que aprecia este estilo musical. Eu pessoalmente...gosto mais de música barroca, senti falta do cravo.

Maria

segunda-feira, novembro 30

Pinturas de Areia



Cecília

Concerto de Rodrigo Leão no Coliseu do Porto



Assistimos ao concerto do Rodrigo Leão no Coliseu do Porto, com o novo álbum "A mãe". Trouxeram à memória a série "Equador", com as suas músicas apaixonantes. E foi assim, com as emoções ao rubro, que nos deliciamos com a voz de Ana Vieira em "Vida tão estranha" e Celina da Piedade em "Pasión" e com o talento ao piano de Rodrigo Leão. O compositor, emocionado, comentou que foi a primeira vez que viu o coliseu cheio, tendo vindo 3 vezes ao palco cantar mais temas.

Cecília

terça-feira, julho 14

Homens T invadem Avenida dos Aliados



Um a um os homens T vão-se vestindo de cor e de sonhos e agora estão na Praça da Avenida da Liberdade misturar-se com a gente que por lá passar. A festa vai ser bonita na cidade do Porto.



O slogan "Numa sociedade inclusa de todos e para todos" deu o mote para a apresentação do projecto "Homem T", uma iniciativa "já idealizada há três anos" que pretende ser "uma intervenção cultural que faça as pessoas felizes", motivando ainda a "reflexão acerca do Homem".




No dia 19 de Setembro, no mesmo local, os cem Homens serão levados a leilão.



Cecília

quinta-feira, abril 9

Ópera Aida de Verdi


Fui ao coliseu do Porto ver a tão prestigiada ópera Aida. Os cenários estavam bem elaborados, com o Egipto sempre em pano de fundo, um vasto reportório operatório e as maravilhosas vozes da escrava e da princesa, que nos arrepiavam os pêlos do corpo.
Narra a história de amor do guerreiro Radamés e da escrava Aida, bem como da paixão da princesa Amneris por Radamés, no Egito antigo. A escrava Aida é na verdade filha de Amonasro, rei da Etiópia, capturada numa das guerras. Ela ama Radamés e também a pátria, cujo seu povo está prestes a invadir a região. Radamés foi escolhido pelos sacerdotes para liderar o exército contra os invasores e vence a batalha. Entre os Etíopes capturados, Aida vê o pai. Com a vitória, Radamés recebe a mão de Amneris e pede que os prisioneiros sejam libertados, o que acontece à excepção do Rei. Aída conversa com o pai e este convence-a a descobrir por onde entrará o exército na Etiópia. Radamés revela o segredo a Aida. Os sacerdotes descobrem e Radamés entrega-se. Durante o julgamento Radamés não aceita trocar o casamento com Amneris pela liberdade e é condenado à prisão na cripta, onde percebe que Aida se havia escondido para morrer com ele. Amneris canta sobre a cripta o amor perdido.
Claro que a ópera seria ainda mais interessante se fosse numa arena/estátio, pois têm elenco para muito mais. Mas, já nos deram um pequeno gosto.

Cecilia
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