sexta-feira, abril 6

Autoridades sem meios para cancelar concerto de Sizzla


O concerto de Sizzla, um cantor jamaicano conhecido pelas suas letras de cariz homofóbico, foi acompanhado pela PSP, esta quinta-feira, no coliseu de Lisboa.
Protestos das associações ILGA e AMPLOS e de vários cidadãos independentes nas redes sociais, sobre esta situação desconfortável, levaram a que fossem tomadas medidas.
Inicialmente, o concerto iria realizar-se no armazém F, da operadora TMN. A operadora que se tem mantido afastada da polémica, por não ser responsável pela programação da sala a que deu nome, também não ficou alheia às críticas. E o que está ao centro da polémica? Algumas letras de canções como Get to da point, onde canta "sodomitas e maricas, eu digo: que morram", ou como Pump up, onde se pode ouvir "queima os homens que têm sexo com outros homens por detrás". A operadora cancelou o concerto no seu espaço. Esta tomada de posição em não “associarem” a marca a este tipo de evento, foi muito positiva.
Noutros países este cantor de música reggae já viu alguns dos seus concertos da última digressão cancelados ou adiados (Estocolmo, Madrid, Barcelona…) mas as nossas autoridades não têm recursos legais que permitam o seu cancelamento. Nesse sentido, a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), que não tinha conhecimento do conteúdo das canções e aberta às preocupações socias, recorreu às entidades judicias. A presença de uma brigada da PSP no coliseu foi salutar, de modo a impedir que o cantor pudesse incitar a plateia à violência ou ao ódio homofóbico.  
A situação é nova em Portugal, mas nos últimos anos tem sido recorrente em países europeus, com cantores conotados com o dancehall, uma derivação do reggae, a serem acusados de homofobia, como Elephant Man, Bounty Killa, Vybz Kartel, Buju Banton, Beenie Man, Capleton e Sizzla.
As organizações LGBT alegam que as letras continuam a ser cantadas, enquanto Sizzla, que já atuou três vezes antes em Portugal, riposta com a liberdade de expressão e com as leis da Jamaica, onde a homossexualidade masculina é crime. 
Pois o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considera que o discurso homofóbico não se trata de um ato de liberdade de expressão.
Há lacunas na lei que têm de ser suprimidas, nomeadamente a ausência de uma entidade que zele especificamente pela descriminação sexual, para que no futuro cenários destes possam ser retificados devidamente. No entanto, apreciei o esforço e empenho das organizações e entidades estatais no combate á homofobia.

Maria

sábado, março 17

Dinamarca avança com casamento a 15 de Junho

Helle Thorning-Schmidt, a primeira-ministra dinamarquesa, anunciou esta terça-feira que a lei que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Dinamarca entrará em vigor daqui a três meses.

A Dinamarca tornou-se o primeiro país no mundo a permitir a união civil de pessoas do mesmo sexo quando foi introduzida a legislação em 1989.

A primeira-ministra, eleita em Outubro último, afirmou ao jornal Copenhagen Post: “Analisamos duas leis que permitirão a gays e lésbicas terem a oportunidade de casar numa igreja ou nos paços do concelho.
Eu e o governo acreditamos que este é um passo natural numa sociedade moderna como a dinamarquesa.”

A Dinamarca juntar-se-á a Portugal, Holanda, Bélgica, Noruega, Espanha, Suécia e à Islândia que actualmente, para além de reconhecerem a união civil de pessoas do mesmo sexo, permitem também que estas se possam aceder legalmente ao casamento.

quinta-feira, março 8

Dia Internacional da Mulher


"Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.
É lutar por causas perdidas e
Sempre sair vencedora.
É estar antes do ontem e depois do amanhã.
É desconhecer a palavra recompensa
Apesar dos seus atos.

Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes
Sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.
É cancelar sonhos em prol de terceiros.
É esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.

Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papéis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil...
Pra ter um carinho.

Ser mulher...
É se perder em palavras e
Depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções
Que nem sempre são captadas.

Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,
Vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,
Vê-los desmoronados pelas águas.
E ainda assim amá-los.

Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.
É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.


Ser mulher...
É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher...
É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.
É esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher...
É ter a arrogância de viver
Apesar dos dissabores,
Das desilusões, das traições e
Das deceções.

Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.
É amá-los igualmente.

Ser mulher...
É ter confiança no amanhã e
Aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis
Em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista."

quarta-feira, janeiro 25

JUDITH TEIXEIRA


A minha Amante


Dizem que eu tenho amores contigo!
Deixa-os dizer!…
Eles sabem lá o que há de sublime
Nos meus sonhos de prazer…
De madrugada, logo ao despertar,
Há quem me tenha ouvido gritar
Pelo teu nome…

Dizem - e eu não protesto -
Que seja qual for
o meu aspecto
tu estás
na minha fisionomia
e no meu gesto!

Dizem que eu me embriago toda em cores
Para te esquecer…
E que de noite pelos corredores
Quando vou passando para te ir buscar,
Levo risos de louca, no olhar!

Não entendem dos meus amores contigo -
Não entendem deste luar de beijos…
- Há quem lhe chame a tara perversa,
Dum ser destrambelhado e sensual!
Chamam-te o génio do mal -
O meu castigo…
E eu em sombras alheio-me dispersa…

E ninguém sabe que é de ti que eu vivo…
Que és tu que doiras ainda,
O meu castelo em ruína…
Que fazes da hora má, a hora linda
Dos meus sonhos voluptuosos -
Não faltes aos meus apelos dolorosos
- Adormenta esta dor que me domina!

domingo, janeiro 22

Projecto Inovador - Associação LGBT Pride Açores




A insularidade e a interioridade de Portugal agradecem a luta pela visibilidade e pela conquista de direitos, que quase dois anos depois da aprovação da lei do casamento apenas parecem confinados a círculos das grandes cidades.
Os Açores merecem distinção, até porque este ano deverá decorrer, na ilha de S.Miguel, o primeiro Gay Pride do arquipélago, que terá o apoio do governo regional.

sábado, dezembro 24

Feliz Natal


Logo que nasceu
Jesus acampou
E à luz das estrelas
Uma voz soou (sussurrou)
Uaaa... Uaaa...

Maria a Senhora
Logo o embalou (aconchegou)
E à luz das estrelas
Uma voz soou (sussurrou)
Uaaa... Uaaa...

Logo que nasceu
Jesus acampou
E à luz das estrelas
Uma voz sussurrou
Uaaa... Uaaa... Uaaa.

Primeiro beijo oficial entre lésbicas da Marinha dos EUA


A Marinha norte-americana entrou numa nova era: o "primeiro beijo" famoso dado aos marinheiros que regressam a terra depois de uma longa missão reuniu duas lésbicas. O beijo foi possível graças à revogação da lei sobre o tabu gay no Exército dos EUA.
A tradição do "primeiro beijo" dado a um marinheiro da tripulação após a chegada de um navio da Marinha norte-americana "é muito antiga", sublinhou o capitão do navio. De acordo com oficiais da Marinha, foi a primeira vez que duas pessoas do mesmo sexo foram escolhidas para dar o "primeiro beijo".
Marissa Gaeta foi escolhida à sorte entre a tripulação do navio para o "primeiro beijo".
O casal não escondeu a felicidade: "É bom poder ser eu própria. Há muito que esperava poder fazer parte deste momento", disse a oficial Marissa Gaeta.

sábado, dezembro 3

Já foste alvo de algum tipo de agressão?


Já foste alvo de algum tipo de agressão física ou psicológica devido à tua orientação sexual? Esta é uma pergunta de um inquérito da Dezanove, que mereceu hoje a minha atenção.
Ao longo da minha vida, no que diz respeito à minha orientação sexual, ouvi vários disparates e assisti a alguns comportamentos menos felizes, de pessoas que me são próximas. Com maior ou menor dificuldade, foram-se apercebendo que afinal não somos muito diferentes delas próprias, que somos tão normais e banais quanto elas, retirando alguns excêntricos.
É verdade que quanto maior é a visibilidade, maior é a violência para connosco. Não sou mulher de ficar sentada de braços cruzados à espera que os outros resolvam as dificuldades que me surgem no dia-a-dia, mas pelo contrário, luto pelos meus direitos.
Apesar de o casamento civil homossexual ter saído há quase 2 anos, muitas pessoas continuam a viver a sua má formação pessoal, a sua ignorância, tentando oprimir os outros.
Estive há dias num parque a tirar umas fotos românticas com a minha companheira, quando um fulano decidiu insultar-nos com uma série de palavrões que nem quero colocar aqui. Este foi claramente o incidente mais homofóbico que tive até hoje e claramente porque me tornei visível.
Não consigo perceber como alguém que não me conhece de lado nenhum, tem o descaramento e a prepotência de nos atacar desta maneira. O infeliz lá deve ter pensado que duas mulheres não lhe faziam frente, mas enganou-se. Levou resposta a todos os insultos.
Fiquei chocada com este acontecimento. Demorei alguns dias a sarar a ferida mas regressei mais forte. Descobri que o slogan “it get’s better” não é cem por cento correcto, uma vez que a violência física e psicológica acontecem.
No entanto, não vou deixar de ser quem sou, de viver onde vivo, de sentir e mostrar o que sinto. Viver vive-se por inteiro, só assim “it gets better”. Sempre.
Maria

Campanha IKEA - Um bom exemplo

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