quarta-feira, maio 4
sábado, abril 30
sábado, abril 23
Renascimento
A unidade na diversidade é uma realidade em Deus, possa nem sempre estar presente na Igreja. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Que este tempo de Renascimento, se concretize no seio da própria Igreja. Não seja apenas mais um acontecimento que se repete ano após ano. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos.
A unidade na diversidade é uma realidade em Deus.
Cecília
quarta-feira, abril 20
Em Bruxelas falando sobre o dinheiro dos deputados
A verdade é que não passou nada nas Tv´s…
A verdade é que ninguém ouviu nada nas Rádios…
A verdade é que ninguém escreveu nada nos Jornais.
domingo, abril 10
Impunidade
Não compreendo como é que África do Sul, o primeiro país africano a legalizar a união de duas pessoas do mesmo sexo, continua a permitir a prática de “estupro correctivo”.
O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato hediondo não é classificado como crime. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas.
Uma menina nascida na África do Sul tem mais hipótese de ser violada do que de aprender a ler.
25% das meninas sul-africanas são violadas antes de completarem 16 anos.
Millicent Gaika, uma mulher sul-africana foi atada, estrangulada, torturada e violada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobreviveu.
Infelizmente Millicent não é a única. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.
Na Cidade do Cabo, algumas ativistas estão arriscando a vida para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. Apelam, através de uma campanha de recolha de assinaturas, que este horror seja corrigido pelo Presidente Zuma, através de acções que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizem crimes de homofobia e garantam a implementação imediata de educação pública e proteção para as sobreviventes.
Assinem a petição para ajudar:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl
Vamos nos unir e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
domingo, março 13
terça-feira, março 8
quinta-feira, fevereiro 24
Recomendo este filme... Elena Undone (2010)
O destino une duas mulheres diferentes numa rota de colisão que quebrará suas ideias preconcebidas sobre o amor, a vida e o poder da alma.
domingo, fevereiro 13
Bibi Aisha
A foto da afegã Bibi Aisha, da fotógrafa Jodi Bieber, publicada na revista Time foi a vencedora da categoria Retratos, da premiação World Press Photo 2010. O retrato desta mulher afegã cujo nariz e orelhas foram cortados pelo marido, reflete a situação de maus tratos de muitas mulheres no mundo. Bibi Aisha, de 18 anos , foi resgatada por tropas americanas e vive agora nos Estados Unidos, onde já foi sujeita a reconstituição cirúrgica. Infelizmente, enquanto vivermos num mundo onde predomina a desigualdade de género, falsos ideias de amor, posse, autoritarismo e subordinação nas relações, estes rostos serão sempre a face visível da violência, os mais frágeis perante os mais fortes.
Cecilia
Gato Charlie
Sou uma fã incondicional dos livros da saga “Harry Potter” e, graças a esse facto, tudo o que lhe diga respeito não me passa despercebido. Foi assim que descobri Charlie, um gatinho vadio inglês, que sofreu uma amputação das orelhas e do nariz devido a um cancro de pele. Após a cirurgia a coabitação com os animais da casa onde residia tornou-se impossível, tendo sido a dona obrigada a entregar o animal à associação “The Blue Cross”. A desgraça é que ninguém adopta o gato, por parecer-se muito com Lord Voldmort, o inimigo de Harry Potter. Charlie tem 14 anos e aguarda um lar, de preferência sem outros animais, onde possa viver o resto dos seus dias.
Há comparações tão bizarras.
Maria
"Parva que Sou"
O grupo Deolinda já existe há muitos anos, mas só na apresentação do seu último álbum “dois selos e um carimbo” na Fnac do Norteshopping é que tive a oportunidade de os conhecer. Fiquei, como seria de esperar, fã do grupo, com especial incidência para a vocalista Ana bacalhau, que tem uma presença extraordinária em palco. O conteúdo das canções é muito envolvente, abordando temas muito contemporâneos. “Um contra o outro” e a “problemática colocação de um mastro” são os meus temas preferidos. Já o tema “parva que sou”, apresentado no Coliseu do Porto deixou-me boquiaberta. Uma simples frase "Que Mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar" poderia muito bem ser o grito da minha geração. Uma geração impedida de sair de casa dos seus pais para construir as suas vidas, condenada ao recibo verde, à inconstância do trabalho temporário e a salários miseráveis que são pagos como se de um favor se tratasse.
A desgraça desta geração resulta dos "privilégios" de uns em relação aos outros. A diferença só surgirá quando as pessoas se revoltarem.
A letra desta música "Parva que sou", é o reflexo desta nossa geração:
“Sou da geração sem remuneração /E não me incomoda esta condição /Que parva que eu sou /Porque isto está mal e vai continuar /Já é uma sorte eu poder estagiar /Que parva que eu sou /E fico a pensar /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar /Sou da geração "casinha dos pais" /Se já tenho tudo, pra quê querer mais? /Que parva que eu sou /Filhos, maridos, estou sempre a adiar /E ainda me falta o carro pagar /Que parva que eu sou/E fico a pensar /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar /Sou da geração "vou queixar-me pra quê?" /Há alguém bem pior do que eu na TV/Que parva que eu sou/Sou da geração "eu já não posso mais! /"Que esta situação dura há tempo demais /E parva não sou /E fico a pensar, /Que mundo tão parvo /Onde para ser escravo é preciso estudar”
Maria
domingo, janeiro 16
Homicídio do cronista Carlos Castro
Estou chocada com tudo o que tenho assistido nos últimos dias relativamente ao assassinato do cronista Carlos Castro. Castro foi assassinado, de forma brutal, por um homem de 21 anos, em aparente situação de violência doméstica. Um crime violento, que só merece notas de pesar pela vítima, como em todos os casos em que o direito à vida é retirado. Neste caso particular, em que a vítima é um homossexual assumido e o agressor um homem cuja identidade sexual é dúbia, assiste-se a um chorrilho de comentários homofóbicos e criminosos contra a vítima e contra as pessoas homossexuais. É assustadora a ausência de bom senso e excesso de ignorância de muitos portugueses. O crime não é valorizado por um homossexual ter sido assassinado? É o assassino a vítima? Por ser modelito? Não há desculpas de pressões ou contrariedades que justifiquem um crime, pois quem não está bem numa situação muda-se. A regra cabe a todos, homens e mulheres, sejam eles quem forem. E como todos os assassinatos, a justiça tem de ser exemplar, punir o assassino. Como alguns portugueses não conseguem, pela respectiva limitação intelectual, separar o acto de um crime ao ódio que nutrem pelas pessoas de orientação sexual homossexual, aproveitam-se para incitar o ódio e o crime (pela Internet). A liberdade de expressão, nestas condições, deve ser censurada e denunciada à polícia e bem punida. Através do anonimato, muitos ignorantes comentam bestialidades nos sites e blogues. Talvez, se por cá se fizesse como na Arábia Saudita, em que a lei obriga que qualquer cidadão que queira fazer publicações na Internet , ou em blogues, obtenha uma licença governamental, talvez o encorajamento de insultar e matar se reduzisse pela ausência do anonimato e por uma mais eficiente acção policial. A liberdade de expressão deveria ter limites?
Cecília
terça-feira, janeiro 11
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