segunda-feira, novembro 22
domingo, novembro 21
Modelos Fotográficos
Assisti a um workshop de fotografia de moda na Fnac do Gaia Shopping, com o fotógrafo Paulo Roberto e a modelo fotográfico Dani. A fotografia de moda não é a que mais aprecio, no entanto, aprende-se sempre algumas coisas práticas nestes workshops. Não vou partilhar as técnicas que aprendi, vou simplesmente falar de um trabalho que passei a valorizar, a de modelo fotográfico. A modelo era simplesmente linda, usando de uma expressividade facial e corporal fantásticas. O tema fotográfico remontava aos anos 40, ao estilo das estrelas de Hollywood, com os exageros próprios da época. É um verdadeiro trabalho de artista levar com a luz intensa das softboxes, manter o olhar inalterado e estar perante uma plateia tal e qual um actor, recriando continuamente emoções com o corpo. Imagino as horas que passam ao espelho a criar as expressões dramáticas, para depois serem perfeitas. A Cecília arriscou-se a tirar umas fotos á modelo com o novo modelo da Samsumg nx100, mas acho que mal a conseguiu ver no visor, nervosa com a beldade à frente e com a plateia atrás. Mas lá conseguiu 2 lindas fotos. Realmente, nem tudo o que parece simples, o é. Há que valorizar devidamente cada ofício. Uma boa modelo fotográfico é meio caminho andado para uma boa fotografia.


Maria
Livro "Os portugueses são analfabetos sexuais ...e emocionais"
Assisti quinta-feira passada ao lançamento do livro "Os portugueses são analfabetos sexuais ...e emocionais", de Manuel Damas, no espaço CASA.
Cecília
Tendo sido a primeira vez que lá fui, achei a CASA muito acolhedora e cheia de vida. Respirava-se um ambiente saudável, de partilha.
O Prof. Manuel Damas estava visivelmente emocionado com o lançamento do seu primeiro livro. O titulo é bombástico e sem dúvida que nos suscita a sua leitura. Já li algumas páginas e a sua escrita é frontal e cativante. Fica aqui o desafio para nos aprofundarmos mais na teia da sexualidade humana.
Cecília
SER FELIZ...de Fernando Pessoa
Esta semana encontrou-me um poema de Fernando Pessoa, que já não lia desde a minha adolescência. Encontrou-me sim, não é engano, pois há simplesmente "coisas" que vêm ter connosco, mesmo quando as não procuramos, com um propósito maior:
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e que posso evitar que ela vá à falência.
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e tornar-se um autor da própria história.
e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
( Fernando Pessoa )
Maria
domingo, novembro 14
Visibilidade incomoda e os ataques não param de surgir.
Tal como sempre digo, a ignorância é a base dos ataques homofóbicos e da resistência á mudança de mentalidades. Quer se queira ou não, a visibilidade incomoda muita gente e os ataques não param de surgir.
Em Belgrado, em Outubro, um grupo de manifestantes atirou cocktails molotov e granadas paralisantes contra um desfile pacífico de "orgulho gay", ferindo 150 pessoas.
Em Nova Iorque, também em Outubro, três jovens que se julga serem homossexuais foram raptados, levados para um apartamento desabitado e submetidos a actos de tortura terríveis e maus tratos físicos.
Na África do Sul, realizou-se no Soweto uma marcha em grande escala para chamar a atenção para as violações generalizadas de lésbicas, actos considerados como tentativas de "corrigir" a sexualidade das vítimas.
No Uganda, um jornal, no dia 2 de Outubro, publicou um artigo na primeira página identificando 100 ugandeses como gays ou lésbicas, colocando ao lado das suas fotografias um cabeçalho em que se dizia: "Enforquem-nos."
Esta semana a associação CASA (Centro Avançado de Sexualidades e Afecto) sofreu dois atentados, um no espaço, outro no site. Sendo uma associação que levanta questões sensíveis, desde a sexualidade, agressões sexuais, violência doméstica e igualdade de género, é lamentável que se observem actos de violência contra quem apenas quer ajudar os outros a serem felizes, independentemente da orientação sexual.
É necessário descriminalizar a homossexualidade no mundo inteiro, pois há mais de 70 países em que as pessoas podem ser objecto de sanções penais. Estas leis perpetuam o estigma e contribuem para um clima de intolerância e violência. São necessários maiores esforços e mais iniciativas legislativas e educacionais para combater a discriminação e a homofobia.
Esta semana, no parlamento, a lei do apadrinhamento civil (figura jurídica que permite que pessoas com mais de 25 anos possam acolher uma criança ou jovem em risco, a título definitivo, desde que o vínculo à família biológica não se perca) colocou a porta entreaberta ao acolhimento de crianças por casais do mesmo sexo. Não há nenhum ponto na lei que regulamenta esta nova figura jurídica que proíba homossexuais solteiros ou casados de apadrinharem crianças institucionalizadas. Aqui, a homossexualidade é um factor de ponderação à habilitação dos padrinhos, ao lado de outros factores como as condições económicas, sociais e emocionais dos candidatos. É claro, que factor de ponderação não soa bem, soa a desigualdade, mas não está definitivamente excluída. É mais uma luz ao fundo do túnel.
Cabe a NÓS TODOS exigir igualdade para todos os nossos semelhantes.
Maria
segunda-feira, novembro 8
domingo, novembro 7
Dilma Vana Rousseff
Dilma Vana Rousseff foi eleita Presidente do Brasil, a primeira mulher a ocupar este cargo na República Federativa do Brasil. É um marco importante para a história das mulheres brasileiras, mas também para a história do mundo inteiro. O ano passado foi considerada pela Revista Forbes a 16ª pessoa mais importante do mundo, enquanto exercia a função de Ministra-chefe da Casa Civil.
A história pessoal e profissional de Dilma, mostra-nos uma mulher idealista, corajosa e persistente nos seus objectivos, tendo inclusive sido prisioneira política na juventude. Sendo do Partido Trabalhista, a economia e a política sempre estiveram no centro da sua carreira. Julgo que será uma excelente Presidente, tal como o foi Lula da Silva.
É com muito apreço, que vejo as mulheres cada vez mais dispostas a lutar por cargos hierarquicamente mais altos e de mais responsabilidade. É necessário que a voz das Mulheres se ouça mais no mundo, para que a Diferença se possa fazer.
Maria
segunda-feira, outubro 25
Novos oceanos
"O Homem não descobre novos oceanos a menos que tenha a coragem de perder de vista a linha da costa"
André Gide
(Nobel de Literatura de 1947)
sexta-feira, outubro 15
quinta-feira, setembro 30
Homossexuais fora das forças Armadas
Surpreende-me, que em pleno séc. XXI, em países ditos desenvolvidos, a homofobia tenha uma força esmagadora. Porque homofobia é sinal de ignorância e analfabetismo das vivências humanas.
Digo isto porque o senado norte-americano chumbou a anulação da medida “don’t ask, don’t tell”, que permitiria o acesso de homossexuais assumidos às forças armadas. Desde 1993, que cerca de 13 mil pessoas foram dispensadas dos seus cargos, em virtude da sua orientação sexual. A ironia da situação, é que ocultando a identidade sexual, é-se militar. Podem manter-nos calados, podem privar-nos de vida pública e afectar-nos na privada, mas não conseguem excluir-nos definitivamente do exército. A exclusão e o preconceito não são estandartes dos desenvolvidos, nem tão pouco somos o joio do trigo.
Compete a cada governo, zelar pela igualdade de direitos de todos os cidadãos, não o contrário, por um futuro mais promissor da nossa geração e das vindouras.
Digo isto porque o senado norte-americano chumbou a anulação da medida “don’t ask, don’t tell”, que permitiria o acesso de homossexuais assumidos às forças armadas. Desde 1993, que cerca de 13 mil pessoas foram dispensadas dos seus cargos, em virtude da sua orientação sexual. A ironia da situação, é que ocultando a identidade sexual, é-se militar. Podem manter-nos calados, podem privar-nos de vida pública e afectar-nos na privada, mas não conseguem excluir-nos definitivamente do exército. A exclusão e o preconceito não são estandartes dos desenvolvidos, nem tão pouco somos o joio do trigo.
Compete a cada governo, zelar pela igualdade de direitos de todos os cidadãos, não o contrário, por um futuro mais promissor da nossa geração e das vindouras.
Maria
domingo, setembro 26
Festa do Outono em Serralves
Entramos no Outono, a estação do ano que mais gosto e em que tudo se transforma! E para o comemorar, Serralves realizou hoje uma grande festa.

De entre as várias actividades, gostei sobretudo de 2 oficinas que participei:"cores e aromas de Serralves" e "cozinha solar". Na primeira, assisti ao método de elaboração do perfume de alfazema, extremamente simples, e na segunda, construí um mini forno solar portátil, que seria extremamente interessante, não fosse o facto de demorar 2 horas a cozinhar um simples bolo. A atracção musical foram os Galandum Galundaina, um grupo das terras de Miranda e Nordeste Transmontano, que nos vieram animar com a música tradicional da região. Muitos dos presentes manifestaram-se com algumas danças, sobretudo as crianças, que deliraram com a música. Na ultima canção, deixei um pouquito o pudor de lado e dei uns pezinhos de dança.Quero acrescentar que a entrada era livre, o que atendendo à actual crise que o país atravessa, é de louvar, e a cultura não ocupa espaço. Gostei muito!


Maria

De entre as várias actividades, gostei sobretudo de 2 oficinas que participei:"cores e aromas de Serralves" e "cozinha solar". Na primeira, assisti ao método de elaboração do perfume de alfazema, extremamente simples, e na segunda, construí um mini forno solar portátil, que seria extremamente interessante, não fosse o facto de demorar 2 horas a cozinhar um simples bolo. A atracção musical foram os Galandum Galundaina, um grupo das terras de Miranda e Nordeste Transmontano, que nos vieram animar com a música tradicional da região. Muitos dos presentes manifestaram-se com algumas danças, sobretudo as crianças, que deliraram com a música. Na ultima canção, deixei um pouquito o pudor de lado e dei uns pezinhos de dança.Quero acrescentar que a entrada era livre, o que atendendo à actual crise que o país atravessa, é de louvar, e a cultura não ocupa espaço. Gostei muito!

Maria
quarta-feira, setembro 8
O peso do silêncio
A revista Com’Out pede para escrevermos um artigo sobre “como é ser LGBT no sítio onde moramos/crescemos”. Não sei realmente o que pensam as outras pessoas como eu, mas a verdade é que sinto-me muitas vezes uma estrangeira, tanta na minha terra actual, como naquela em que cresci. Nunca se chega a estar completamente enquadrada e são pouquíssimas as pessoas que verdadeiramente nos aceitam. Conter os gestos, as palavras, os pensamentos, as vivências…porque há sempre a opressão dos Outros, o medo das suas reacções, é castrador. Colocam-nos uma nikab, que sendo invisível aos olhos, não o é “cá dentro”. Ser diferente não é fácil, é preciso grande resistência. O silêncio pesa, rói, deixa na boca um sabor amargo, um grito que ricocheteia cá dentro. Quebrar o silêncio não é simples. O casamento civil homossexual trouxe alguma dignidade pública às nossas relações, manchadas há séculos. Mas as pessoas têm medo de falar alto e neste grupo, infelizmente, me incluo. Os famosos falam alto, mas esses são intocáveis. O medo acovarda e aprisiona. Vive-se de segredos e de pequenas mentiras, porque a verdade incomoda a muita gente. Aos poucos, vou desafiando o meu destino, as minhas limitações e desejos. Quando chegar o tempo de andar de mão dada com a minha mulher sem ninguém olhando para nós, será uma vitória, ganharemos o direito à indiferença. Quebrar o silêncio era tão bom!
Maria
terça-feira, agosto 31
Desisto de ser cristã. Não contem comigo
Anne Rice, autora de diversos livros, entre os quais “Entrevista com o Vampiro”, anunciou no inicio deste mês a sua posição relativamente à religião: desistiu de ser cristã.
A posição hostil da Igreja para com os direitos das mulheres, dos homossexuais e uso de métodos contraceptivos, aliados às declarações recentes feitas por um pastor norte-americano que afirmou que os países muçulmanos que executam homossexuais são mais “morais” do que os EUA, levou Rice a tomar esta posição.
Anne escreveu na sua página pessoal: “Desisto de ser cristã. Não contem comigo. Recuso ser anti-gay em nome de Cristo. Recuso ser anti-feminista em nome de Cristo. Recuso ser anti-contraceptivos em nome de Cristo. Recuso ser anti-democracia. Recuso ser anti-humanismo secular. Recuso ser anti-ciência. Recuso ser anti-vida. Em nome de Cristo, desisto da cristandade e de ser cristã. Amen.” Acrescenta ño entanto que a sua fé em Cristo é “crucial”, e que “seguir Cristo não significa seguir os seus seguidores”.
Tal e qual ela, também eu me revejo nas suas palavras. Ainda ontem vi um vídeo sobre um pastor do Uganda destilando ódio e preconceito contra as relações homossexuais. Deturpava a informação que dava à comunidade (de forma imprópria e nojenta), dizendo que a homossexualidade era quase apenas o mesmo que fisting. De mentes tacanhas e ridiculas estó o universo cheio.
Não contem comigo, recuso ser...
Maria
quarta-feira, agosto 11
O pseudo fim do romantismo
Li há dias numa capa de revista, qualquer coisa como "dentro de 20 anos extingue-se o romantismo e teremos vários parceiros em simultâneo".A poligamia sempre existiu, é tão velha quanto os seres humanos. Nada tenho a favor nem contra, pois cada qual faz o quer da sua vida. Mas não me falem em acabar com o romantismo.
Sou, por natureza, romântica e conceber a vida sem romantismo é uma desilusão. É verdade que temos a capacidade de gostar de várias pessoas e de construir grandes laços de amizade. Mas julgo que nos perdemos quando nos viramos apenas para os prazeres carnais, para a satisfação da gula física em detrimento de relações fundadas em sentimentos mais profundos, como o Amor. Porque quem ama (digam lá o que disserem) não gosta de ver a pessoa amada mantendo relações sexuais ou de outro foro com outra. Há quem lhe chame egoísmo. Mas Eu acredito no Amor de dois seres humanos, um amor cuidado, responsável, leal, criativo, mas também louco, vibrante, possante, que nos preenche o corpo e a alma. Somos ricos quando amamos e somos amados, quando cuidamos de quem nos ama, quando vivemos ao lado de quem amamos.
Haverá felicidade maior?
Respeitando as diferentes maneiras de amar de cada um, as diversas formas de felicidade, lamentarei se o romantismo se extinguir nas relações. Reinará a insensibilidade e o egoísmo? O individualismo?
Romântica até morrer!
Maria
segunda-feira, agosto 2
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