sexta-feira, julho 30
quarta-feira, julho 28
terça-feira, julho 20
domingo, julho 11
Kiana Firouz conseguiu ficar no Reino Unido!
Kiana Firouz, iraniana que estava para ser deportada da Inglaterra para o Irã e cuja situação mobilizou várias organizações no mundo via Internet vai permanecer na Inglaterra como refugiada em Londres.
5ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto
Decorreu a 10 de Julho, a 5º marcha do Orgulho LGBT no Porto. Esta foi a 3ª marcha em que participamos, nuas de máscaras. Estiveram presentes cerca de duas mil pessoas, a maior marcha de sempre no Porto.
O objectivo era celebrar a mais recente conquista do casamento civil homossexual e reivindicar outros direitos como a parentalidade, a adoção, a igualdade de género e a luta contra a descriminação. Este ano, o percurso alterou ligeiramente e inclusive, sentamo-nos todos em plena rua de Stª Catarina, a ouvir o manifesto "Existimos, direitos exigimos", durante 6 minutos. Foi um momento engraçado, talvez dos poucos em que as pessoas puderam ver que éramos simplesmente iguais a elas. A parentalidade e a adoção são temas importantes para mim, no entanto, há um que permanece a enubla-los e que não é mencionado: o Medo.
Medo da visibilidade, medo da discriminação, medo de falar, medo de perder, medo do desemprego, medo da exclusão...um medo que mata, que abafa! Já sei que "não devemos dar-nos ao medo", mas sinto-o em mim como uma sombra. Olhando em redor, pelo mundo, assusta verificar que assassinar homossexuais ainda é normal e que os valores de humanidade invertem muito rapidamente.
Assusta muito, mas os sinais do medo combatem-se com acções. Seremos duas das pioneiras da nossa geração a casar. Aos poucos sairemos do armário. São sobretudo jovens, a grande maioria das pessoas que se manifestam.
A perder para o ano, fica a festa do Pride no teatro Sá da Bandeira. Excluindo a boa organização e intenção do evento, o espaço apresenta fracas condições, sobretudo de extracção de fumos. A ausência de espectáculo para mulheres (onde aqui se acentuam logo as diferenças de género), o passar apenas de shows de transformismo (que não aprecio minimamente, pois qualquer pessoa canta e dança em playback), são pormenores que levam-me a ponderar no próximo ano fazer festa noutro lado. Saudades da Pride no barco do amor, em que a diversão era tão boa.
No geral, foi um dia de grandes emoções, com novas amizades à mistura.
Maria
O objectivo era celebrar a mais recente conquista do casamento civil homossexual e reivindicar outros direitos como a parentalidade, a adoção, a igualdade de género e a luta contra a descriminação. Este ano, o percurso alterou ligeiramente e inclusive, sentamo-nos todos em plena rua de Stª Catarina, a ouvir o manifesto "Existimos, direitos exigimos", durante 6 minutos. Foi um momento engraçado, talvez dos poucos em que as pessoas puderam ver que éramos simplesmente iguais a elas. A parentalidade e a adoção são temas importantes para mim, no entanto, há um que permanece a enubla-los e que não é mencionado: o Medo.
Medo da visibilidade, medo da discriminação, medo de falar, medo de perder, medo do desemprego, medo da exclusão...um medo que mata, que abafa! Já sei que "não devemos dar-nos ao medo", mas sinto-o em mim como uma sombra. Olhando em redor, pelo mundo, assusta verificar que assassinar homossexuais ainda é normal e que os valores de humanidade invertem muito rapidamente.
Assusta muito, mas os sinais do medo combatem-se com acções. Seremos duas das pioneiras da nossa geração a casar. Aos poucos sairemos do armário. São sobretudo jovens, a grande maioria das pessoas que se manifestam.
A perder para o ano, fica a festa do Pride no teatro Sá da Bandeira. Excluindo a boa organização e intenção do evento, o espaço apresenta fracas condições, sobretudo de extracção de fumos. A ausência de espectáculo para mulheres (onde aqui se acentuam logo as diferenças de género), o passar apenas de shows de transformismo (que não aprecio minimamente, pois qualquer pessoa canta e dança em playback), são pormenores que levam-me a ponderar no próximo ano fazer festa noutro lado. Saudades da Pride no barco do amor, em que a diversão era tão boa.
No geral, foi um dia de grandes emoções, com novas amizades à mistura.
Maria
segunda-feira, junho 28
Estreou dia 24 de Junho o trailer "DUAS MULHERES"
quinta-feira, junho 24
S. João do Porto
Este ano, decidimos ir ao Cais de Gaia ver o fogo-de-artifício da festa popular do S. João. Após as sardinhas assadas na brasa com pimento, lá fomos prá rua, que nestes dias está cheia de gente a circular. Tanto no rio como em terra, todos mostravam a sua alegria, uns martelando animadamente nas cabeças circundantes, outros dançando ao som de música animada. A tradição incluí o alho pôrro (fugimos de alguns), o limonete, o ramo de cidreira, os vasos de manjerico com versos populares, os balões de ar quente, os bailes, as marchas, as fogueiras e, dei por mim a questionar-me do porquê do uso dos martelos. Investiguei e fiquei a saber que o martelo foi inventado em 1963 por Manuel Boaventura, um industrial de plásticos do Porto. Tirou a ideia num saleiro/pimenteiro que tinha aspecto de um fole, tendo-lhe adicionado depois um cabo com apito. A moda pegou na queima das fitas e alastrou-se ao S. João. Ironicamente, este ano não martelamos ninguém. O fogo da meia-noite foi bonito como sempre, acompanhado com diversas músicas do mundo. Só nos faltaram as farturas, que já não se vendem por estes lados.
sexta-feira, junho 18
Que palavra usar para despedir-me de Saramago?
Morreu um génio da literatura, José de Sousa Saramago. Polémico (nem sempre compreendido), irreverente, autodidacta, mas indubitavelmente único na maneira de jogar com a palavra. Um Homem de inegável valor, que nos orgulha com a sua vasta e diversificada obra. Delas destaco as três que mais gostei: "Intermitências da Morte", "Todos os nomes" e "Caim". Será sempre recordado como um grande mestre da literatura.
Sentiremos saudades da sua mente BRILHANTE.
Sentiremos saudades da sua mente BRILHANTE.
Adeus! não, pois "a deus" não se encaixa em Saramago.
Inté Saramago
Inté Saramago
terça-feira, junho 15
Diga sim pra mim
Então case-se comigo numa noite de luar
Ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga sim pra mim
Case-se comigo na igreja e no papel
Vestido branco com bouquet e lua de mel
Diga sim pra mim
Sim pra mim
quarta-feira, junho 9
segunda-feira, junho 7
1º Casamento Homossexual em Portugal
Teresa Pires e Helena Paixão casaram hoje no registo civil.
É o primeiro casamento homossexual em Portugal, e por isso as duas estão de parabéns.
Já referi uma vez e torno a mencionar, que sois duas mulheres corajosas, firmes nos vossos propósitos e no vosso amor. Fazeis continuamente história no nosso país e por isso sereis sempre lembradas (só vos faltou um beijo bem dado no momento, ai os nervos!).
Desejo-vos as maiores felicidades
Maria
Serralves em festa 2010
Sábado e Domingo, a Serralves esteve em festa. Passamos por lá, como é habitual e viemos enriquecidas com alguns dos eventos. O "tout va bien", projecto dos cartazes publicitários, em que pessoas representavam nos seus interiores, transformou-se numa ideia bastante original. Na dança, saliento "do lugar de onde vou", em que vários jovens nos deliciaram com as suas actuações, particularmente com a dança dos fantasmas. Assistimos a algumas actuações dos "The magic ID", um grupo de música pop cuja vocalista Margareth Kammer tinha uma voz fantástica, a meu ver o único ponto apreciável da banda. Já os "Big Band Esmae" fizeram espectáculo. Esta orquestra de Jazz fez-nos dançar no prado com o seu repertório. E entre todos os espectáculos, também os jardins de Serralves valem sempre a pena serem visitados, conviver com a natureza é sempre uma óptima fuga ao dia-a-dia.
Maria
Maria
quinta-feira, maio 27
quarta-feira, maio 19
A conquista do Casamento Civil Homossexual
Ontem choveram telefonemas de felicitações. O casamento civil homossexual foi promulgado no dia internacional contra o homofobia. Não obstante o tom contrafeito e as palavras menos doces do PR, a verdade é que concluímos mais uma meta das nossas vidas. À parte os valores pessoais de cada um, todos somos iguais perante a Lei. E agora começa uma nova etapa. É obvio que a descriminação, o insulto e os medos não vão ficar por aqui, nem alguns vão "sair do armário", mas com tempo tudo se constrói. Antevejo que a caminhada não vai ser fácil, sobretudo para aqueles (como eu) que viveram muitos anos sob o manto da invisibilidade e da omissão, mas será um país mais colorido para os mais novos.
A Cecília e eu, passamos duas horas a ver vestidos de noivas (não gostamos de nenhum) e bolos de casamento (apetitosos). E que bem soube (esquecendo a despesa que acarretam).
O futuro ao futuro pertence. Vale a pena correr riscos por aquilo que se deseja.
Parabéns a todas(os) nós.
Maria
segunda-feira, maio 17
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