Sexta-feira passada, fomos ao Clube Literário do Porto, ver Sofia Guedes e João Soares, a duas vozes, interpretando cantigas e peças instrumentais da Idade Média e do Renascimento. Ela, apoiada pela suas flautas e ele pela sua harpa. Foram momentos bem passados, sobretudo para a Cecília, que aprecia este estilo musical. Eu pessoalmente...gosto mais de música barroca, senti falta do cravo.
Este filme fala de um amor verdadeiro entre duas mulheres, um amor que une-se fisicamente e espiritualmente mesmo após as suas mortes.
Retrata bem o preconceito exagerado de uma cultura fechada e machista na sociedade chinesa. Resumindo:
Li Min perdeu seus pais em pequena e foi viver para um orfanato. Estagia com o melhor botânico, o professor Chen, um homem rígido e conservador, com uma sabedoria invulgar. Chen vivia com sua filha An numa ilha que ele transformou num jardim luxuriante cheio de plantas e arvores exóticas, que emanavam deliciosos aromas. Este cenário idílico faz com que as duas jovens se envolvam numa amizade que depressa se transforma numa paixão linda de ser vivida. Incapazes de se separarem Li Min e An planejam um perigoso plano para poderem viver no mesmo tecto…
E mais não vos conto. Este filme fez-me sentir uma grande serenidade, cheguei mesmo a chorar umas boas lágrimas. Acresce que recebeu vários prémios em festivais de cinema, não deixem de o ver.
Super Adultas (2006) - IMDB / TRAILER Género: Drama Interesse: Lésbico, Adolescente, Hetero País: Dinamarca / Christina Rosendahl / 98 mins / Idioma: dinamarquês / Legendas em português
Sinopse: Rebekka, Sofie e Claudia são 3 amigas adolescentes inseparáveis que já não aceitam mais ser tratadas como miúdas. Uma ainda é virgem, outra é sexualmente confusa e a terceira é a mais atiradiça do trio. Elas partilham um problema comum desta fase da vida: quando é que se deixa de ser criança e passam a ser adultas? Inspirando-se em rituais africanos, as 3 amigas decidem criar seu próprio ritual de passagem que simbolizará as suas entradas na idade adulta. O ritual consiste no descobrimento do próprio limite e prazer sexual, mas seria mesmo este o melhor modo para se conheceem e sentirem-se "mais velhas"?
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010, 21h30
Nico e Dani (2000) - IMDB / TRAILER Género: Comédia, Drama, Romance Interesse: Gay País: Espanha / Cesc Gay / 91 mins / Idioma: espanhol / Legendas em português
Sinopse: Dani e Nico, dois adolescentes e amigos inseparáveis, terão dez dias de liberdade absoluta na casa de praia dos pais de Dani na costa mediterrânea espanhola. Será a oportunidade de realizarem seus sonhos e fantasias, afinal, a idade adulta se aproxima e eles ainda são iniciantes nas questões do amor. O encontro com as jovens Berta e Elena não satisfaz plenamente os desejos dos dois. Nem mesmo Maria, a faxineira, ou Sonia, a professora de inglês, podem satisfazer os anseios dos rapazes. Julian, um escritor homossexual, se interessa por Dani, dando início a uma forte relação afetiva. Todos esses acontecimentos farão com que, pouco a pouco, a amizade dos dois rapazes se aprofunde cada vez mais. Quando as férias acabam, Nico tem de pegar seu trem, deixando para trás um passado que não se apagará.
Sábado, 10 de Abril de 2010, 18h00
Prayers For Bobby (2009) - IMDB / TRAILER Género: Biografia, Drama Interesse: Gay, LBT País: USA / Russell Mulcahy / 86 mins / Idiomas: inglês / Legendas em português
Sinopse: Este é um filme baseado na história verídica de um jovem homossexual, que aos 20 anos suicida-se. A sua mãe, “Mary Griffith”, interpretada por Sigourney Weaver, sabedora da sexualidade do filho acredita “curar” o filho com base na religião e terapias, para quatro anos depois (1979) Bobby lançar-se de uma ponte. Um filme intenso, dramático, e que espelha ainda hoje a realidade de muitos jovens no mundo.
Sábado, 10 de Abril de 2010, 21h30
Out at the Wedding (2007) - IMDB / TRAILER Género: Comédia, Drama, Romance Interesse: Lésbico, Gay, Hetero País: USA / Lee Friedlander / 96 mins / Idiomas: inglês / Legendas em português
Sinopse: Out at the Wedding conta a história de Alex, uma mulher que traz o seu melhor amigo gay ao casamento da sua irmã para evitar dizer à família que tem um namorado negro e judeu. Tudo fica de pantanas quando a família fica convencida que Alex é uma lésbica. Para piorar as coisas, a irmã, numa tentativa de reconectarem, vai visitar Alex que mora do outro lado do país, obrigando-a a contratar uma lésbica para manter a farsa…
Domingo, 11 de Abril de 2010, 17h30
She's a Boy I Knew (2007) - IMDB / TRAILER Género: Documentário Interesse: Transexualidade, Lésbico País: Canada / Gwen Haworth / 70 mins / Idiomas: inglês
Sinopse: Gwen Haworth, uma realizadora residente em Vancouver, vira a câmara para si própria para gravar este documentário simples e realista que testemunha a sua transição de homem para mulher durante um periodo de vários anos. Este filme, que nos leva a pensar, não é sobre detalhes de cirurgias mas sim sobre uma reflexão dos laços de família - um delinear de transições que tomam lugar dentro das relações de sangue, de amigos e de amor da Gwen, durante um tempo de grande transformação pessoal.
Domingo, 11 de Abril de 2010, 19h30
Touch of Pink (2004) - IMDB / TRAILER Género: Drama, Comédia, Romance Interesse: Gay, Indiano-Canadense, Muslim, Relação Interracial País: Canadá e UK / Ian Iqbal Rashid / 91 mins / Idioma: inglês / Legendas em português
Sinopse: Alim é um canadense islâmico que vive em Londres, a milhares de quilómetros da sua família, por uma boa razão - ele tem um namorado. A sua vida gay ideal começa a desfazer-se quando a sua mãe aparece para lhe encontrar uma rapariga islâmica adequada e para o convencer a regressar ao Canadá para o casamento extravagante do seu primo.
Crew Hassan — Cooperativa Cultural
Rua das Portas do Santo Antão, 159 1º
1150-267 Lisboa
( Avenida / Restauradores / Martim moniz)
Faz hoje precisamente 14 anos que começamos a nossa saga amorosa. Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira vez que te vi, do primeiro beijo que me deste, da primeira música que ouvi nos teus braços. "I don't want to get hurt" dos Roxette foi o tema que dançamos, foi a mensagem que conscientemente te transmiti. Mal sabia eu, na altura, que és uma mulher diferente das outras, muito mais especial e que a música deveria ter sido outra. Tens uma natureza bondosa e selvagem, uma sabedoria que me surpreende todos os dias, um fantástico sentido de humor; tratas de mim e do nosso lar com esmero e dedicação, afagas-me as lágrimas quando estou triste, incentivas-me quando me sinto fraca e insegura, proteges-me dos meus medos e continuas a cozinhar muito bem. Tudo isto para dizer-te que sou muito feliz contigo, que não imagino a minha vida sem ti e sem ti eu não faria sentido. Quero, todos os dias da minha vida, acordar a teu lado.
Sábado passado, fomos ao encontro de umas amigas no restautante/bar Tuareg em Matosinhos. Sou apreciadora de comida marroquina e, embora já tivesse jantado, não resisti a um apetitoso kebbab de frango. O ambiente era acolhedor, com dança do ventre ao vivo. Na mesa estavam pelo menos umas trinta mulheres, que proporcionaram momentos muito bonitos ao longo da noite. Aliás, julgo que não passou despercebido à bailarina o entusiasmo desta mesa feminina enquanto dançava. O karaoke foi o momento alto da noite, na medida em que permitiu uma maior aproximação entre todas. Dançamos e cantámos, desde Vaya com Dios a Dulce Pontes, esta última cantada por mim e pela Cecília, no tema lusitana paixão. Aplaudiram-nos muito, o que nos deixou bastantes satisfeitas. Um encontro, esperamos, a repetir-se em breve.
O Malawi, é um país da África Oriental, considerado segundo o relatório de 2005 do FMI o país mais pobre do mundo. Em 2006, conseguiu grande visibilidade na imprensa mundial devido à adopção de uma criança malawiana pela popstar Madonna. Não obstante a sua extrema pobreza económica, é também pobre em direitos humanos. A confirmá-lo a notícia de que a polícia irá deter muitos parlamentares, padres e universitários homossexuais, com a acusação de terem “relações contra-natura”. O código penal do país proíbe a homossexualidade e estabelece uma pena até 14 anos de prisão. Só pobreza.
Já nasceu a bebé da conhecida apresentadora Solange F., do programa Curto Circuito, da SIC Radical, no passado dia 9 de Fevereiro, na Clínica de Stº António, Reboleira. Chama-se Nuna Rosa e é já o orgulho desta mamã, da sua namorada Catarina e dos avós. Infelizes foram as declarações da ginecologista Ana Lúcia Nogueira, que acompanhou Solange na gravidez e no parto. Num comunicado de imprensa, referiu que a bebé foi concebida por inseminação artificial caseira e que o pai biológico era um grande amigo da mãe, informação apenas do foro privado de Solange. O parecer pessoal da ginecologista não interessa a ninguém, comunicado aliás condenável para uma profissional dessa área. Este nascimento é mais uma “chapada de luva branca” para alguns homofóbicos que julgam a procriação exclusiva de heterossexuais. É na diversidade que está o enriquecimento humano. Desejo à Nuna e às mamãs muitas felicidades.
O cortejo era bastante animado e diversificado, com algumas figurantes a deliciarem o nosso olhar. Nem o barco do amor faltou, com os cupidos a flecharem vários pares de namorados (figura abaixo). Afinal, também era dia de S. Valentim.
Apesar do frio, foram bem passadas as 3 horas e trinta minutos do cortejo.
Gosto imenso da natureza, das suas cores, dos seus aromas e do silêncio. É nela que reduzo as minhas ansiedades, o stress profissional e onde me encontro espiritualmente. A vida citadina é muito stressante, muito barulhenta e com pouca qualidade. Dou por mim a imaginar-me a viver no campo, junto a um rio, com um pequeno terreno para cultivar e imenso tempo para escrever. Isto porque fui fazer uns pequenos passeios. Estive em Vigo, a reviver as suas ruas e a marinha. Enquanto lá estive, descobri uma confeitaria deliciosa denominada "Montserrat", que vendia uma fatias de pizza de rucula saborosas, uns suspiros de chorar por mais e tantos outros biscoitos suculentos. Sempre que cá vier, passarei obrigatoriamente por ela. Regressei para a Vila de Arcos de Valdevez, uma terra muito pitoresca, envolvida pelo rio Vez, com casas muito bonitas e gente muito simpática. Subi à nossa Sª do Castelo, no alto do monte, repleto de mimosas e encontrei lá um miradouro fantástico, em cima de um penedo. Reparei que as vilas conseguem ter muitas vezes melhores infraestruturas de desporto que as cidades (tendo em conta o reduzido tamanho): em Arcos, pratica-se futebol, natação, atletismo, um campo de rugby (equipas masculinas e femininas), imensos espaços preparados para skateboarding, caça, entre outros. Jantei à luz de velas no snack-bar Kebab's, um espaço simpático e acolhedor. Ponte da Barca fica a Sul de Arcos e a sua beira rio é muito romântica, com imensos espaços verdes, os troncos da árvores cortados no alto parecendo uma enorme escultura de madeira. Um cheirinho a comida saborosa emanava do restaurante "O Moinho", convite aliás que aceitei. Deliciamo-nos, eu a Cecília, com um polvo à lagareiro e um bom vinho branco ponte da barca. Soberbo. Passear pela Natureza é uma excelente vitamina para a Alma. Passear, aliás, já é muito bom. Viajar, então, nem se fala.
Depois de ler o manifesto “pelo casamento pela família” da Plataforma Cidadania e Casamento, não posso deixar de comentar alguns dos disparates.
Em primeiro lugar, julgo que só gente infeliz à procura de um objectivo para dar valor à sua inútil existência, é que deseja vir para a rua limitar os direitos dos outros e meter-se na vida alheia.
Em segundo lugar, relembro que homossexuais fazem parte das famílias e constituem famílias. Se em pleno Século XXI ainda desconhecem isto, sugiro que se actualizem. A Educação é um processo de criação de uma cultura de direitos humanos, que ainda não devem ter interiorizado.
Em terceiro lugar, os homossexuais também são homens e mulheres, não somos aliens. Estamos inseridos em toda a sociedade, somos filhos, mães, pais, avós, cozinheiros, políticos, enfermeiros, médicos, educadores sociais, professores, trolhas, mecânicos, engenheiros, vizinhos, …, somos tudo e todos na sociedade. Respondendo portanto às vossas perguntas, também somos família, educamos crianças, temos uniões de facto cá, casamentos noutros países; também apostamos na maternidade e na paternidade (porque também os fazemos), ensinamos nas escolas, trabalhamos e geramos riqueza, fazemos história e decidimos o futuro da sociedade.
Em quarto lugar, o casamento é um acto de amor, não exclusivo dos heterossexuais.
Em quinto lugar, as crianças têm o direito de receberem amor, independentemente de pais heterossexuais ou homossexuais.
Em sexto lugar, também concordo que a família faz a sociedade, que a maternidade e a paternidade são valores sociais, que os pais têm o direito à liberdade para educar os seus filhos (desde que respeitem a liberdade dos outros), que a solidariedade nasce na Família, que a Escola ensina, ajuda e apoia as famílias, que família é a primeira escola de vida e que a riqueza de um País está nos Homens, nas Mulheres e nas crianças.
Em sétimo lugar, a história é escrita por homens e mulheres e em suma pelo Estado (que é constituído por todos nós).
Em oitavo lugar, o futuro da Sociedade, em democracia, é escolhido pelo Povo, mas com todas as suas representações. O Poder deve respeitar toda a gente e não só a vontade da maioria, como referem, É com essas ideias pobres, de apartheid, que nascem e se sustentam as descriminações.
Em nono lugar, nós, Mulheres e Homens temos apenas o direito a decidir pelas crianças, pelo casamento e pela família que criamos, sem interferir na liberdade e nos direitos dos outros relativamente às suas famílias.
Em décimo lugar, informo que modelos de famílias há muitos.
Não fomos nós quem colocou em causa o futuro das gerações, é o modelo familiar heterossexual que está em crise. Concordo que queiram reunir-se para festejar o vosso amor, agora não tentem sujar e limitar o amor entre pessoas do mesmo sexo, pois não têm esse direito. Nós também não gostamos de ver muita coisa. De que têm tanto medo?
Os direitos dos cidadãos da EU estão protegidos pela Carta dos Direitos Fundamentais, cujo objectivo é assegurar que todos os Estados-Membros defendem e promovem medidas para a igualdade, a justiça, a dignidade e os direitos dos cidadãos. Diz-lhes alguma coisa a proibição da discriminação com base na orientação sexual? Todos somos iguais perante a Lei. Arranjem algo útil para fazer.