Sábado passado, fomos ao encontro de umas amigas no restautante/bar Tuareg em Matosinhos. Sou apreciadora de comida marroquina e, embora já tivesse jantado, não resisti a um apetitoso kebbab de frango. O ambiente era acolhedor, com dança do ventre ao vivo. Na mesa estavam pelo menos umas trinta mulheres, que proporcionaram momentos muito bonitos ao longo da noite. Aliás, julgo que não passou despercebido à bailarina o entusiasmo desta mesa feminina enquanto dançava. O karaoke foi o momento alto da noite, na medida em que permitiu uma maior aproximação entre todas. Dançamos e cantámos, desde Vaya com Dios a Dulce Pontes, esta última cantada por mim e pela Cecília, no tema lusitana paixão. Aplaudiram-nos muito, o que nos deixou bastantes satisfeitas. Um encontro, esperamos, a repetir-se em breve.
O Malawi, é um país da África Oriental, considerado segundo o relatório de 2005 do FMI o país mais pobre do mundo. Em 2006, conseguiu grande visibilidade na imprensa mundial devido à adopção de uma criança malawiana pela popstar Madonna. Não obstante a sua extrema pobreza económica, é também pobre em direitos humanos. A confirmá-lo a notícia de que a polícia irá deter muitos parlamentares, padres e universitários homossexuais, com a acusação de terem “relações contra-natura”. O código penal do país proíbe a homossexualidade e estabelece uma pena até 14 anos de prisão. Só pobreza.
Já nasceu a bebé da conhecida apresentadora Solange F., do programa Curto Circuito, da SIC Radical, no passado dia 9 de Fevereiro, na Clínica de Stº António, Reboleira. Chama-se Nuna Rosa e é já o orgulho desta mamã, da sua namorada Catarina e dos avós. Infelizes foram as declarações da ginecologista Ana Lúcia Nogueira, que acompanhou Solange na gravidez e no parto. Num comunicado de imprensa, referiu que a bebé foi concebida por inseminação artificial caseira e que o pai biológico era um grande amigo da mãe, informação apenas do foro privado de Solange. O parecer pessoal da ginecologista não interessa a ninguém, comunicado aliás condenável para uma profissional dessa área. Este nascimento é mais uma “chapada de luva branca” para alguns homofóbicos que julgam a procriação exclusiva de heterossexuais. É na diversidade que está o enriquecimento humano. Desejo à Nuna e às mamãs muitas felicidades.
O cortejo era bastante animado e diversificado, com algumas figurantes a deliciarem o nosso olhar. Nem o barco do amor faltou, com os cupidos a flecharem vários pares de namorados (figura abaixo). Afinal, também era dia de S. Valentim.
Apesar do frio, foram bem passadas as 3 horas e trinta minutos do cortejo.
Gosto imenso da natureza, das suas cores, dos seus aromas e do silêncio. É nela que reduzo as minhas ansiedades, o stress profissional e onde me encontro espiritualmente. A vida citadina é muito stressante, muito barulhenta e com pouca qualidade. Dou por mim a imaginar-me a viver no campo, junto a um rio, com um pequeno terreno para cultivar e imenso tempo para escrever. Isto porque fui fazer uns pequenos passeios. Estive em Vigo, a reviver as suas ruas e a marinha. Enquanto lá estive, descobri uma confeitaria deliciosa denominada "Montserrat", que vendia uma fatias de pizza de rucula saborosas, uns suspiros de chorar por mais e tantos outros biscoitos suculentos. Sempre que cá vier, passarei obrigatoriamente por ela. Regressei para a Vila de Arcos de Valdevez, uma terra muito pitoresca, envolvida pelo rio Vez, com casas muito bonitas e gente muito simpática. Subi à nossa Sª do Castelo, no alto do monte, repleto de mimosas e encontrei lá um miradouro fantástico, em cima de um penedo. Reparei que as vilas conseguem ter muitas vezes melhores infraestruturas de desporto que as cidades (tendo em conta o reduzido tamanho): em Arcos, pratica-se futebol, natação, atletismo, um campo de rugby (equipas masculinas e femininas), imensos espaços preparados para skateboarding, caça, entre outros. Jantei à luz de velas no snack-bar Kebab's, um espaço simpático e acolhedor. Ponte da Barca fica a Sul de Arcos e a sua beira rio é muito romântica, com imensos espaços verdes, os troncos da árvores cortados no alto parecendo uma enorme escultura de madeira. Um cheirinho a comida saborosa emanava do restaurante "O Moinho", convite aliás que aceitei. Deliciamo-nos, eu a Cecília, com um polvo à lagareiro e um bom vinho branco ponte da barca. Soberbo. Passear pela Natureza é uma excelente vitamina para a Alma. Passear, aliás, já é muito bom. Viajar, então, nem se fala.
Depois de ler o manifesto “pelo casamento pela família” da Plataforma Cidadania e Casamento, não posso deixar de comentar alguns dos disparates.
Em primeiro lugar, julgo que só gente infeliz à procura de um objectivo para dar valor à sua inútil existência, é que deseja vir para a rua limitar os direitos dos outros e meter-se na vida alheia.
Em segundo lugar, relembro que homossexuais fazem parte das famílias e constituem famílias. Se em pleno Século XXI ainda desconhecem isto, sugiro que se actualizem. A Educação é um processo de criação de uma cultura de direitos humanos, que ainda não devem ter interiorizado.
Em terceiro lugar, os homossexuais também são homens e mulheres, não somos aliens. Estamos inseridos em toda a sociedade, somos filhos, mães, pais, avós, cozinheiros, políticos, enfermeiros, médicos, educadores sociais, professores, trolhas, mecânicos, engenheiros, vizinhos, …, somos tudo e todos na sociedade. Respondendo portanto às vossas perguntas, também somos família, educamos crianças, temos uniões de facto cá, casamentos noutros países; também apostamos na maternidade e na paternidade (porque também os fazemos), ensinamos nas escolas, trabalhamos e geramos riqueza, fazemos história e decidimos o futuro da sociedade.
Em quarto lugar, o casamento é um acto de amor, não exclusivo dos heterossexuais.
Em quinto lugar, as crianças têm o direito de receberem amor, independentemente de pais heterossexuais ou homossexuais.
Em sexto lugar, também concordo que a família faz a sociedade, que a maternidade e a paternidade são valores sociais, que os pais têm o direito à liberdade para educar os seus filhos (desde que respeitem a liberdade dos outros), que a solidariedade nasce na Família, que a Escola ensina, ajuda e apoia as famílias, que família é a primeira escola de vida e que a riqueza de um País está nos Homens, nas Mulheres e nas crianças.
Em sétimo lugar, a história é escrita por homens e mulheres e em suma pelo Estado (que é constituído por todos nós).
Em oitavo lugar, o futuro da Sociedade, em democracia, é escolhido pelo Povo, mas com todas as suas representações. O Poder deve respeitar toda a gente e não só a vontade da maioria, como referem, É com essas ideias pobres, de apartheid, que nascem e se sustentam as descriminações.
Em nono lugar, nós, Mulheres e Homens temos apenas o direito a decidir pelas crianças, pelo casamento e pela família que criamos, sem interferir na liberdade e nos direitos dos outros relativamente às suas famílias.
Em décimo lugar, informo que modelos de famílias há muitos.
Não fomos nós quem colocou em causa o futuro das gerações, é o modelo familiar heterossexual que está em crise. Concordo que queiram reunir-se para festejar o vosso amor, agora não tentem sujar e limitar o amor entre pessoas do mesmo sexo, pois não têm esse direito. Nós também não gostamos de ver muita coisa. De que têm tanto medo?
Os direitos dos cidadãos da EU estão protegidos pela Carta dos Direitos Fundamentais, cujo objectivo é assegurar que todos os Estados-Membros defendem e promovem medidas para a igualdade, a justiça, a dignidade e os direitos dos cidadãos. Diz-lhes alguma coisa a proibição da discriminação com base na orientação sexual? Todos somos iguais perante a Lei. Arranjem algo útil para fazer.
História do meu anel de noivado é muita engraçada.
Pensava eu que não iria ter um anel noivado porque o estado português nunca mais se decidia a aprovar a lei do casamento homossexual, quando tive uma surpresa. Há muitos anos que vivo com a Maria, já houve pedidos informais de ambas as partes mas a Maria, optimista como é, presenteou-me no dia 1 de Janeiro, á 1:20 da manhã, entre passas, champanhe e beijos com um pedido formal de noivado. Eu estava alcoolicamente bem-disposta, pelo que quando a Maria se ajoelhou no sofá, eu recusei-lhe o pedido duas vezes, pois já era habitual faze-lo (por brincadeira). À terceira vez perguntei pela jóia, ao que ela pediu-me para fechar os olhos e estender as mãos. Senti uma caixinha nas minhas palmas e dentro um lindo anel, simples e discreto tal como eu gosto. Emocionei-me ao ponto de ficar com os olhos aguados (visto que sou por vezes mazinha para ela.)
Portanto meninas, ESTOU LEGALMENTE NOIVA! Comecem a juntar para as nossas prendas (isto é, se a lei chegar a sair realmente).
Estamos todas (os) de parabéns. Desde sexta-feira que ainda não consegui "colocar os pés no chão". Foi um grande dia para o nosso país no que diz respeito a igualdade de direitos, a conquista do casamento homossexual. Sinto-me ainda inquieta com a possibilidade de poder-se encontrar alguma inconstitucionalidade na lei aprovada e daí poder surgir algum retrocesso. Mas Deus é grande e não permitirá que as injustiças se perpetuem. Alegrem-se pois todos os que pretendem dignificar as suas relações através do casamento. Sim, porque foi isso que adquirimos, mais dignidade e protecção. A igualdade entre pessoas nunca poderia ser para uns uma união civil registada e para outros casamento. Casamento é a palavra para todos, sem cidadãos de primeira e de segunda.
Observei o ódio e a raiva com que um membro do CDS-PP empestou a TV, furioso pela nossa vitória. Foi uma cena triste de se ver, mas já se sabe que há sempre pessoas que não querem a felicidade dos outros e são avessas a mudanças.
Continuemos nós a caminhar, imaginando já o que se segue: os vestidos de noiva, a cerimónia, os convidados, ...
Estamos Todos de parabéns!
Na tradição cristã, os Três Reis Magos são personagens que visitaram o menino Jesus após o seu nascimento, trazendo-lhe 3 presentes (ouro, incenso e mirra). Melquior, Baltasar e Gaspar, não seriam reis nem provavelmente três, mas talvez sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou astrólogos. Simbolicamente, as prendas oferecidas pelos Magos podem ter vários significados. O ouro, por exemplo, pode representar a realeza; o incenso pode representar a espiritualidade; a mirra, o reconhecimento da humanidade. Esta adoração dos Magos ao menino Jesus simboliza a adoração de todos os homens do mundo e o reconhecimento da realeza divina de Cristo. Os agos simbolizariam várias faixas etárias e raças diferentes. Belchior seria o representante da raça branca (europeia); Gaspar representaria a raça amarela (asiática); Baltasar representaria todos os de raça negra (africana). A eles se deve a tradição de trocar presentes no Natal. Em alguns países a principal troca de presentes é feita hoje dia 6 de Janeiro (Espanha e Itália).
Assim sendo, hoje é festa de Reis ( e Rainhas) e ainda tenho de comprar o famoso bolo rei, doce que representa os presentes oferecidos pelos Magos. A côdea simboliza o ouro, as frutas secas e cristalizadas representam a mirra, e o aroma do bolo representa o incenso. Também a fava tem o significado de sortear o primeiro Mago a dar o presente ao menino Jesus.
Celebremos em festa, uma vez mais, o nascimento de Jesus, na vinda dos Reis.
Sandra Silva, 33 anos, vai ser amanhã a primeira árbitra de futsal a receber as insígnias da FIFA. Será a primeira mulher no mundo a ser nomeada como internacional.