terça-feira, junho 16

Proclamação de BARACK OBAMA

THE WHITE HOUSE
Office of the Press Secretary

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For Immediate Release - June 1, 2009

LESBIAN, GAY, BISEXUAL, AND TRANSGENDER PRIDE MONTH, 2009
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BY THE PRESIDENT OF THE UNITED STATES OF AMERICA
A PROCLAMATION

Forty years ago, patrons and supporters of the Stonewall Inn in New York City resisted police harassment that had become all too common for members of the lesbian, gay, bisexual, and transgender (LGBT) community. Out of this resistance, the LGBT rights movement in America was born. During LGBT Pride Month, we commemorate the events of June 1969 and commit to achieving equal justice under law for LGBT Americans.

LGBT Americans have made, and continue to make, great and lasting contributions that continue to strengthen the fabric of American society. There are many well-respected LGBT leaders in all professional fields, including the arts and business communities. LGBT Americans also mobilized the Nation to respond to the domestic HIV/AIDS epidemic and have played a vital role in broadening this country's response to the HIV pandemic.

Due in no small part to the determination and dedication of the LGBT rights movement, more LGBT Americans are living their lives openly today than ever before. I am proud to be the first President to appoint openly LGBT candidates to Senate-confirmed positions in the first 100 days of an Administration. These individuals embody the best qualities we seek in public servants, and across my Administration -- in both the White House and the Federal agencies -- openly LGBT employees are doing their jobs with distinction and professionalism.

The LGBT rights movement has achieved great progress, but there is more work to be done. LGBT youth should feel safe to learn without the fear of harassment, and LGBT families and seniors should be allowed to live their lives with dignity and respect.

My Administration has partnered with the LGBT community to advance a wide range of initiatives. At the international level, I have joined efforts at the United Nations to decriminalize homosexuality around the world. Here at home, I continue to support measures to bring the full spectrum of equal rights to LGBT Americans. These measures include enhancing hate crimes laws, supporting civil unions and Federal rights for LGBT couples, outlawing discrimination in the workplace, ensuring adoption rights, and ending the existing "Don't Ask, Don't Tell" policy in a way that strengthens our Armed Forces and our national security. We must also commit ourselves to fighting the HIV/AIDS epidemic by both reducing the number of HIV infections and providing care and support services to people living with HIV/AIDS across the United States.

These issues affect not only the LGBT community, but also our entire Nation. As long as the promise of equality for all remains unfulfilled, all Americans are affected. If we can work together to advance the principles upon which our Nation was founded, every American will benefit. During LGBT Pride Month, I call upon the LGBT community, the Congress, and the American people to work together to promote equal rights for all, regardless of sexual orientation or gender identity.

NOW, THEREFORE, I, BARACK OBAMA, President of the United States of America, by virtue of the authority vested in me by the Constitution and laws of the United States, do hereby proclaim June 2009 as Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender Pride Month. I call upon the people of the United States to turn back discrimination and prejudice everywhere it exists.

IN WITNESS WHEREOF, I have hereunto set my hand this first day of June, in the year of our Lord two thousand nine, and of the Independence of the United States of America the two hundred and thirty-third.

BARACK OBAMA

domingo, junho 14

Visibilidade Homossexual

Ana Zanatti, que dispensa apresentações, assumiu publicamente que era homossexual. Questiono-me do porquê de apenas agora, pelos seus 60 anos, o fazer (quando já todos o sabiam). É certo que poderia não o ter feito, pois todos temos o direito à salvaguarda da nossa intimidade e alguns de nós sabemos o quão difícil é ter de viver com a pressão da sociedade. Suponho que quando se chega a uma altura da vida em que as pessoas não possam nos “atingir”, por termos uma boa base económica e social, seja mais fácil expormo-nos. O medo da censura, da descriminação, do desemprego, da solidão, faz que passemos grande parte da nossas vidas receosos e cautelosos. Sinto-me, muitas vezes, por força das circunstâncias, uma cidadã de segunda, como se estivesse escrito nas entrelinhas das coisas que a homossexualidade nos diminui. Luto diariamente contra esse estigma, reconhecendo que a nível profissional é muito complicado. A mim, que tenho metade da idade, não me fez diferença saber que Ana Zanatti era homossexual, pois não constato aqui nenhum acto de coragem. Talvez aos mais novos ou aos que ainda permanecem dentro do armário, lhes possa servir de algum amparo, pois figuras públicas são importantes para “alimentarmos forças”.

O meu apreço vai para pessoas como a apresentadora Solange, que independentemente da profissão, teve a coragem de divulgar a sua homossexualidade, como mais uma característica dela, sem que se lhe fosse retirada privacidade ou respeito; vai para as duas mulheres, Helena Paixão e Teresa Pires, que ousaram casar-se no registo civil, assumindo-se publicamente e sem grandes apoios, pelo seu amor. É certo que devem ter tido receios (talvez ainda os tenham) e represálias, mas ousaram.

É importante a visibilidade homossexual, seja de figuras públicas ou não. De preferência, POSITIVA.

Maria

quarta-feira, junho 10

Madrugadas... para a minha Cecília



Acordo na madrugada...

Ainda na escuridão
curvo sobre ti os meus pensamentos
qual flor procurando a luz

Absorvo, no silêncio,
a cadência do teu respirar,
o sono dos justos

Fecho os olhos,
inebrio-me dessa melodia...

e sinto em mim,
preenchendo cada espaço do meu ser
a tua doçura.

Trago,
como uma capa, o teu calor
na azáfama dos dias
e é em ti que
em cada madrugada ao anoitecer
deixo a minha alma perdida de amor

Maria

terça-feira, junho 9

Marcha LGBT LIsboa 2009


Parabéns! Pato Donald

Donald completa 75 anos fiel a seu estilo

Pato Donald, uma das personagens mais populares dos estúdios Disney, completa hoje 75 anos repletos de dezenas de histórias que levam está
carismática ave com visual de marinheiro, a viver sempre à beira de um ataque de nervos.

Fez a sua estreia a 9 de Junho de 1934, como personagem secundária na curta-metragem The Wise Little Hen (A Galinha Sábia), no qual Donald já mostrava sua personalidade arisca ao dar as costas a uma galinha que necessitava de ajuda para plantar e colher milho.

Sua singularidade, marcada por uma voz compreensível apenas para o resto dos personagens da Disney, levou-a a protagonizar a sua primeira curta-metragem de animação em 1937, intitulada Don Donald, momento no qual também foi apresentada ao público a sua eterna namorada, Margarida.

Cecília

domingo, maio 31

Quebrar estereótipos

Recordo-me de há uns anos atrás, andar à procura de 2 noivas de açúcar, para colocar em cima de um bolo de casamento. Escusado será dizer que não encontrei tal auspiciosa união. A opção para os festejos da união de facto dos casais homossexuais, passava obviamente pela compra de 2 noivas isoladas, no seu vestidinho branco, que aliás estavam quase sempre esgotadas. Tenho pouca sorte com estas coisinhas doces. Obviamente, que na nossa sociedade heterossexista, não é de se estranhar esta omissão.

O meu espanto, foi quando recentemente a passeio por uma ruazinhas no Porto, saltou-me ao olho, no meio de uns pares hetero, um casalzito homo, vestidos de fato preto, muito doces. Procurei pelas mulheres, que pareciam uma vez mais não existir, quando reparei num casal açucarado, uma mulher com vestido branco e outra (que não detectei logo por me parecer um homem) de fato preto. Só reconheci ser uma mulher, por ter os sapatos iguais à outra e serem diferentes dos masculinos, pois até o cabelo era curto como o dos homens, embora mais claro e ligeiramente ondulado. A noiva de vestido branco, mais parecia uma rapariga do campo, com um vestidito simples, sem ser de noiva. Escusado será dizer que achei ridícula a imagem deformada que têm de nós, com o estereótipo que uma tem de ser o homem e outra a mulher e que o bom gosto não deve fazer parte do nosso guarda-roupa. A grande maioria dos casais não se enquadra nesta visão redutora. O amor de duas mulheres não carece de modelos masculinos, é um amor puro entre iguais, com as suas próprias condicionantes de género. Não há qualquer problema em se casarem ambas de fato, ambas de vestido ou uma de facto e outra de vestido. As mulheres ficam lindas de qualquer maneira, mas por favor, não fujam ao bom gosto exigido para a ocasião.

Os estereótipos mal formados é que têm de ser eliminados, até porque olhando por esse prisma, não faltam heterossexuais que mais parecem homossexuais e vice-versa. As homossexuais só diferem das heterossexuais na orientação sexual. No programa Episódio Especial, que passa na SIC, apercebi-me de uma destas ideias redutoras, ao mencionaram que a actriz Cláudia Chaves tinha umas pernas muito sexy “apesar” de a actriz estar numa novela a fazer um papel de lésbica. Poupem-me a estes comentários ridículos.


Maria

quarta-feira, maio 13

Hei-de ver esse dia chegar, Alá Akbar!

Que sociedade é esta em que vivo, onde todas as pessoas têm de ser iguais, com os mesmos gostos, os mesmos pensamentos, as mesmas atitudes, onde a diversidade não é bem aceite e tudo o que é diferente é mau ou suspeito?
Que sociedade é esta que rotula de cultura de morte o amor de pessoas do mesmo sexo e pretende combater "o mal que o casamento gay representa"?
Que sociedade é esta onde um movimento "Portugal pro Vida" que supostamente defende a vida, apresenta uma cultura de morte baseada na homofobia, na opressão, na omissão dos direitos dos homossexuais de constituirem família tão dignamente, como outra qualquer, referindo-se a nós como "um mal que querem combater"?
"Aquilo não é um casamento, são pessoas que vivem no mesmo agregado familiar", disparam. Frases ignorantes, de uma pobreza chocante, acompanhadas de manchetes sensacionalistas. E ainda se acha esta gente detentora da verdade e capacitada para divulgar ideias?
Porque nos receiam tanto?

Há uma música da Zélia Duncan, que diz "os imorais falam de nós, dos nossos sonhos, nossos encontros, da nossa voz,..., mas um dia, eu sei, a casa cai".
Hei-de ver esse dia chegar, Alá Akbar (Deus é Grande).

Maria

Open Madrid 2009

Amélia Mauresmo acaba de ganhar a partida a Elena Dementieva

Mauresmo 1/6/6
Dementieva 6/4/2
Já está nos quartos finais.

Mais uma estrela na nossa bandeira





Cecília

terça-feira, abril 28

4 Minutos


Um filme realmente notável.

A Sra. Krüger trabalha há 60 anos ensinando piano para presidiárias na Alemanha. Provocada pelo diretor da penitenciária, que ironiza sobre a baixa assiduidade de suas alunas, a pianista decide abrir novas vagas para a turma e recebe a visita de Jenny, uma jovem instável e agressiva que cumpre pena por assassinato. No primeiro encontro, porém, a jovem acaba perdendo o controle e espanca um dos guardas.

Apesar de ter uma severa punição, Jenny recebe um crédito da Sra. Krüger, que resolve tê-la entre suas alunas. Logo, a professora percebe que a jovem não é uma simples estudante, mas uma pianista com um talento acima da média. Por isso, ela inscreve a prisioneira em um grande concurso de música, e começa a treiná-la com empenho para que a jovem saia vitoriosa. Aos poucos, com a convivência, a mestre vai descobrindo segredos do passado da aluna, que aprendeu música forçada por um pai violento.

A convivência também desperta na professora algumas lembranças dolorosas do passado, de quando começou a trabalhar na instituição, que na época ainda era dominada pelos nazistas. O extremo rigor de Krüger, junto à rebeldia e modos bruscos de Jenny, vai dificultando cada vez mais a relação entre elas, que só conseguem se unir por um objetivo em comum, a música. Porém, quando o concurso se aproxima, as duas terão de esquecer os problemas do passado para que a jovem se saia bem nos Quatro Minutos da apresentação.



O filme foi o grande vencedor do 57º Prêmio do Cinema Alemão de 2007, superando o favorito Perfume - A História de Um Assassino, de Tom Tykwer. Quatro Minutos também venceu na categoria de melhor atriz, com Monica Bleibtreu, em seu aniversário de 63 anos, interpretando a Sra. Krüger, personagem de mais de 80. A produção do filme levou mais de oito anos para ser concluída, e ele foi exibido em 2006 no Festival do Rio.
Um filme a não perder.

Cecília

quarta-feira, abril 22

A familia como base ao desafio


O presidente da conferência episcopal portuguesa, D. Jorge Ortiga, voltou ao ataque. As famílias homossexuais parecem ser um alvo a abater, visto não se enquadrarem na concepção familiar da Igreja. Refere que as famílias estão sujeitas a “múltiplos e permanentes ataques”, exigindo aos partidos uma concepção de política familiar nos programas eleitorais, que a apoie e promova, tendo em conta as muitas situações que a ameaçam, como os divórcios, o desemprego, a falta de dinheiro, etc. Palavras muito bonitas, que concordo, mas que nas entrelinhas manifestam a exclusão das famílias homossexuais das suas concepções de famílias e dos seus direitos de fazerem parte de políticas familiares, e isso é inadmissível. Insurgem-se contra o partido socialista por dar voz a famílias homossexuais e referem de “grave a tentativa de redefinição legal do casamento” e “que política familiar poderá conceder um Estado que começa por ignorar o papel social da família”? Devo julgar, pelas suas afirmações, que um homossexual quando nasce perde logo o direito de constituir família, de casar, ter filhos e netos, perde logo o direito de ter um papel social na família? E por acréscimo na sociedade? E diz que é a autenticidade da democracia que está em jogo? Tem alguma ideia do que isso é? Grave e desajustada é a posição da Igreja com os seus múltiplos “múltiplos e permanentes ataques”. Grave é a homofobia que fomentam, a discriminação nas entrelinhas, grave é a desigualdade que insistem em manter (inclusive o papel das mulheres no seio da Igreja). Insistem na exclusão de milhões de pessoas. Que percebem de amor? E de famílias?

Maria

quinta-feira, abril 9

Ópera Aida de Verdi


Fui ao coliseu do Porto ver a tão prestigiada ópera Aida. Os cenários estavam bem elaborados, com o Egipto sempre em pano de fundo, um vasto reportório operatório e as maravilhosas vozes da escrava e da princesa, que nos arrepiavam os pêlos do corpo.
Narra a história de amor do guerreiro Radamés e da escrava Aida, bem como da paixão da princesa Amneris por Radamés, no Egito antigo. A escrava Aida é na verdade filha de Amonasro, rei da Etiópia, capturada numa das guerras. Ela ama Radamés e também a pátria, cujo seu povo está prestes a invadir a região. Radamés foi escolhido pelos sacerdotes para liderar o exército contra os invasores e vence a batalha. Entre os Etíopes capturados, Aida vê o pai. Com a vitória, Radamés recebe a mão de Amneris e pede que os prisioneiros sejam libertados, o que acontece à excepção do Rei. Aída conversa com o pai e este convence-a a descobrir por onde entrará o exército na Etiópia. Radamés revela o segredo a Aida. Os sacerdotes descobrem e Radamés entrega-se. Durante o julgamento Radamés não aceita trocar o casamento com Amneris pela liberdade e é condenado à prisão na cripta, onde percebe que Aida se havia escondido para morrer com ele. Amneris canta sobre a cripta o amor perdido.
Claro que a ópera seria ainda mais interessante se fosse numa arena/estátio, pois têm elenco para muito mais. Mas, já nos deram um pequeno gosto.

Cecilia

quarta-feira, abril 8

Excelente jogo FCP

Há já muito tempo que não assistia a um jogo com tanta qualidade.
Empatamos com o Manchester United, mas mereciamos vencer.

Cecília

Guerra das Almofadas no Porto

Decorreu sábado passado, na avenida dos Aliados, uma insólita batalha de almofadas. Primeiro desconfiei da iniciativa, achando-a disparatada mas depois de ver as fotos do evento, mudei de opinião e achei giríssimo, uma excelente forma de aliviar o stress diário e de dar umas boas gargalhadas. E porque não? Que para o ano, possa este evento repetir-se (à semelhança de outras batalhas, como a dos tomates e a dos confetes), trazendo um pouco de animação à nossa cidade, tão cinzenta.

Maria

Obama em banda-desenhada

Barack Obama já se tornou um herói de banda desenhada. Ao que consta, a sua actuação em “Amazing Spider-Man #583” foi um sucesso e mensalmente sairão outros “comics” que acompanharão o mandato do presidente. Também será o super herói de um “comics” em que obama defenderá a terra de uma invassão extraterreste. Tal proeza, aliás, já é tipica da cultura americana, habituados a julgarem-se os melhores do mundo e os salvadores do planeta. Que beneficiem pelo menos os apreciadores deste estilo de leitura, sempre poderão decorar mais facilmente a história americana.


Maria
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