quarta-feira, abril 22

A familia como base ao desafio


O presidente da conferência episcopal portuguesa, D. Jorge Ortiga, voltou ao ataque. As famílias homossexuais parecem ser um alvo a abater, visto não se enquadrarem na concepção familiar da Igreja. Refere que as famílias estão sujeitas a “múltiplos e permanentes ataques”, exigindo aos partidos uma concepção de política familiar nos programas eleitorais, que a apoie e promova, tendo em conta as muitas situações que a ameaçam, como os divórcios, o desemprego, a falta de dinheiro, etc. Palavras muito bonitas, que concordo, mas que nas entrelinhas manifestam a exclusão das famílias homossexuais das suas concepções de famílias e dos seus direitos de fazerem parte de políticas familiares, e isso é inadmissível. Insurgem-se contra o partido socialista por dar voz a famílias homossexuais e referem de “grave a tentativa de redefinição legal do casamento” e “que política familiar poderá conceder um Estado que começa por ignorar o papel social da família”? Devo julgar, pelas suas afirmações, que um homossexual quando nasce perde logo o direito de constituir família, de casar, ter filhos e netos, perde logo o direito de ter um papel social na família? E por acréscimo na sociedade? E diz que é a autenticidade da democracia que está em jogo? Tem alguma ideia do que isso é? Grave e desajustada é a posição da Igreja com os seus múltiplos “múltiplos e permanentes ataques”. Grave é a homofobia que fomentam, a discriminação nas entrelinhas, grave é a desigualdade que insistem em manter (inclusive o papel das mulheres no seio da Igreja). Insistem na exclusão de milhões de pessoas. Que percebem de amor? E de famílias?

Maria

quinta-feira, abril 9

Ópera Aida de Verdi


Fui ao coliseu do Porto ver a tão prestigiada ópera Aida. Os cenários estavam bem elaborados, com o Egipto sempre em pano de fundo, um vasto reportório operatório e as maravilhosas vozes da escrava e da princesa, que nos arrepiavam os pêlos do corpo.
Narra a história de amor do guerreiro Radamés e da escrava Aida, bem como da paixão da princesa Amneris por Radamés, no Egito antigo. A escrava Aida é na verdade filha de Amonasro, rei da Etiópia, capturada numa das guerras. Ela ama Radamés e também a pátria, cujo seu povo está prestes a invadir a região. Radamés foi escolhido pelos sacerdotes para liderar o exército contra os invasores e vence a batalha. Entre os Etíopes capturados, Aida vê o pai. Com a vitória, Radamés recebe a mão de Amneris e pede que os prisioneiros sejam libertados, o que acontece à excepção do Rei. Aída conversa com o pai e este convence-a a descobrir por onde entrará o exército na Etiópia. Radamés revela o segredo a Aida. Os sacerdotes descobrem e Radamés entrega-se. Durante o julgamento Radamés não aceita trocar o casamento com Amneris pela liberdade e é condenado à prisão na cripta, onde percebe que Aida se havia escondido para morrer com ele. Amneris canta sobre a cripta o amor perdido.
Claro que a ópera seria ainda mais interessante se fosse numa arena/estátio, pois têm elenco para muito mais. Mas, já nos deram um pequeno gosto.

Cecilia

quarta-feira, abril 8

Excelente jogo FCP

Há já muito tempo que não assistia a um jogo com tanta qualidade.
Empatamos com o Manchester United, mas mereciamos vencer.

Cecília

Guerra das Almofadas no Porto

Decorreu sábado passado, na avenida dos Aliados, uma insólita batalha de almofadas. Primeiro desconfiei da iniciativa, achando-a disparatada mas depois de ver as fotos do evento, mudei de opinião e achei giríssimo, uma excelente forma de aliviar o stress diário e de dar umas boas gargalhadas. E porque não? Que para o ano, possa este evento repetir-se (à semelhança de outras batalhas, como a dos tomates e a dos confetes), trazendo um pouco de animação à nossa cidade, tão cinzenta.

Maria

Obama em banda-desenhada

Barack Obama já se tornou um herói de banda desenhada. Ao que consta, a sua actuação em “Amazing Spider-Man #583” foi um sucesso e mensalmente sairão outros “comics” que acompanharão o mandato do presidente. Também será o super herói de um “comics” em que obama defenderá a terra de uma invassão extraterreste. Tal proeza, aliás, já é tipica da cultura americana, habituados a julgarem-se os melhores do mundo e os salvadores do planeta. Que beneficiem pelo menos os apreciadores deste estilo de leitura, sempre poderão decorar mais facilmente a história americana.


Maria

terça-feira, abril 7

Sexo versus Sida

Reportando às recentes declarações do Papa Bento VI, quanto ao risco do uso do preservativo como meio de combater a sida em áfrica, um continente fortemente atacado pela pandemia do vírus, não quero deixar de me manifestar.
A distribuição de preservativos é, neste momento, uma solução para a diminuição da transmissão do HIV. Obviamente, que o problema passa na sua raíz pela prevenção e educação sexual. Os seres humanos têm desejos carnais e satisfazem-nos com ou sem amor. Não se pode fechar os olhos a esta realidade e, por isso, a prática sexual deve ser segura, pois todos somos responsáveis pela nossa sáude (ou deveríamos ser) e pela que transmitimos aos outros. Deve-se ter fácil acesso a preservativos, pois não é a sua divulgação que vai aumentar a prática do sexo (uma vez que quem o quiser fazer faz). Pelo menos fá-lo mais seguramente, e o seu não uso é que constitui um risco no combate à sida.
No entanto, o sexo deveria ser associado a sentimentos, pois é um acto de dar e receber amor e fazer amor é gratificante para o corpo e para alma. Sexo por sexo é vazio, infrutífero. E é este sexo que se tem manifestado, irresponsável. Tornou-se num acto banal, vulgar, como comer e beber. Devería-se ensinar as pessoas a respeitar o seu corpo e a sua alma, incentivando a uma maior humanização da sexualidade. Não se devem usar as pessoas como objecto para mero prazer físíco. O papel do outro é primordial. Temos de aprender a ser responsáveis na sexualidade.

Cecília

domingo, março 8

Dia da Mulher - O nosso dia


Para algumas, dia da mulher é todas os dias, para outras, um dia como outro qualquer e para outras ainda, um dia em que olhamos e chamamos a atenção para as dificuldades que muitas mulheres passam em todo o mundo, por serem consideradas sexo fraco, e estarem sujeitas e expostas a maior pobreza e escravidão (de muitos níveis).
Mulher é uma palavra forte, é amor, delicadeza, afecto, carinho, doçura, inteligência, sensibilidade, pureza, lar, harmonia, vida, Beleza. Podia passar aqui a noite a falar de mulheres, mas prefiro viver com elas. Deixo o desejo de ver um dia o mundo ser mais perfeito.
Um "bem haja" a todas

Maria & Cecília

sexta-feira, março 6

A Selecção Nacional Feminina “A” entrou com o pé direito no XVI Algarve Women’s Football Cup / Mundialito de Futebol Feminino


Equipa das Quinas bateu a Polónia, por 2-1, no Estádio Municipal de Albufeira.

Paulina Kawalec colocou as polacas na frente, mas Ana Borges, aos 37 minutos, e Edite Fernandes, sobre o intervalo, fizeram o resultado.

Parabéns!


Cecília


terça-feira, março 3

Cigarros Electónicos?


A novidade ( que já não é novidade para ninguém) surpreendeu-me.
" Se não pode fumar em sítios públicos, se o fumo incómoda os amigos, se preocupa-se com os seus pulmões, os cigarros electrónicos, recarregáveis, são a solução" - pelo menos, é o que divulgam várias empresas de venda destes cigarros dos tempos modernos. Em vez de fumo produzem vapor (devido a não existir combustão) e, supostamente, têm menos substâncias tóxicas que o convencional.
Também, para quem vive em localidades mais frias e não quer deixar de apreciar o seu e-cigarrete ao ar livre, com os mãos quentinhas, foram criadas umas luvas ( Smoking Mittens), as quais não precisa de as tirar para fumar, pois têm um orifício onde encaixa o cigarro (risos).
Porém, a Organização Mundial da Saúde alerta para o facto destes cigarros não serem um método para deixar de fumar (como alegam algumas empresas) e para o facto destes cigarros também conterem aditivos químicos que podem ser tóxicos, pois não está provada a sua inocuidade. Agora só falta criar o cigarro virtual, que seria bem mais inofensivo (risos).
E esta, hein?

Cecília

terça-feira, fevereiro 17

Eu sou o que sou...


Eu sou o que sou,
não quero louvor,
não quero piedade.
Toco a minha própria música,
para alguns é ruído,
eu acho que é bonita.
E depois, se eu gostar
do teu movimento lânguido,
porque que não tentar
ver as coisas do outro ângulo?
A tua vida é uma mentira
até conseguires gritar

EU SOU O QUE SOU!


Glória Gaynor

domingo, fevereiro 15

Parabéns Gil Eanes


A equipa de Lagos, orientada por Aleksander Donner, está de parabéns. Hoje jogou contra a ZRK Trogir, uma equipa da Croácia, tendo-a vencido por 26-25, na 2º mão. Foi um jogo repleto de adrenalina, onde se destacou a excelente guarda-redes Ludmila Soares e as atletas Tânia Afonseca, Vera Lopes e Celeste Viana. Passamos 0s 1/8 final da Challeng Cup Feminin e agora esperamos delas mais emoções nos próximos jogos.
É a única formação feminina nacional em competições europeias. É pena, é que não haja mais apoio da parte dos clubes e dos mass média para incrementar o desporto competitivo feminino, pois o que não falta por aí são boas atletas.
Uma vez mais, parabéns às meninas do Gil Eanes.

Cecília

quinta-feira, fevereiro 12

Vírus da bofetada atinge alunos


Já ouviram falar na doença da bofetada?
Mal terminei de ler a manchete, imaginei uma cena de "pancadaria" nalguma sala de aula mas, para minha grande surpresa, trata-se de uma virose benigna. Neste momento, está a atingir algumas crianças de uma escolinha em S. Pedro do Sul. Este vírus provoca o aparecimento de manchas vermelhas no rosto das crianças como se elas tivessem sido esbofeteadas. O vermelhão acaba por espalhar-se aos braços e pernas. Transmite-se através das gotículas de saliva, mas não tem consequências graves, apenas o rubor da face.
E esta, heim?

Cecília

quarta-feira, fevereiro 11

Questão de vanguarda desfocada?


Toda a vez que leio certos comentários por parte da Igreja, nomeadamente de alguns dos seus membros (como os que resultaram ontem do secretário do conselho permanente da Conferência episcopal Portuguesa), não deixo de sentir uma profunda revolta, como se me dessem constantemente um soco no estômago.
Como muitas outras pessoas, fui baptizada na Igreja católica, andei na catequese, cresci nos seus ensinamentos. Fui uma linda menina até ao dia em que assumi que era homossexual e, de repente, sem saber bem como, catalogaram-me de patinho feio, anormal, aberração, sapatona. Carimbaram a minha ficha “excluída da Igreja”.
Sou uma filha de Deus, mas que importa isso? Quererá a Igreja fazer-me acreditar que Deus distingue os seus filhos com base na orientação sexual e na sua capacidade de procriação?
Remetem-me a mim e a milhões de pessoas para um canto, fazem-nos sofrer em silêncio, contribuindo também para as penalizações sociais e para a discriminação. O padre Manuel Morujão acha que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma ameaça à sociedade, que para casos diferentes, soluções diferentes. De que têm tanto medo?
Os homossexuais existiram, existem e existirão enquanto houver humanidade, goste ou não a Igreja. Os homossexuais têm filhos, goste ou não a Igreja. Os homossexuais constituem FAMÍLIAS, goste ou não a Igreja, aceite ou não. A formalização do casamento civil não ameaça a sociedade, pois casais homossexuais sempre existiram, por muita perseguição que possa haver. Pelo contrário, a formalização do casamento engrandece a sociedade, na medida em que reconhece os direitos de todas os cidadãos, como o direito ao património, à assistência familiar, à pensão de viuvez, etc. Direito à igual protecção das nossas vidas.
Não sou diferente, não quero uma solução diferente. Não sou uma cidadã de segunda.
Acusam o PS de abrir “feridas profundas” na sociedade. Ora ainda bem que há um partido que consegue enxergar um problema social e tenta sará-lo. Não se trata de vanguarda desfocada a luta por direitos humanos. A Igreja deve andar afastada dos corações homossexuais, pois se soubesse minimamente o sofrimento diário que muitos de nós vivemos, não diria que queremos acenar com uma “bandeira facilitista”.
Não vou deixar de falar, escrever e trabalhar por uma sociedade estruturada, onde tenho lugar. Se neste momento, a nossa Constituição da República não contempla o casamento homossexual, contemplará certamente um dia. Não vou cruzar os braços, quero uma sociedade mais justa, menos castradora, onde a próxima geração possa nascer e crescer com horizontes diferentes dos meus, sem medos, sem vergonha. Livres.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1141417

Maria
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